Itália diz que derivativos não são ameaça às finanças

A Itália não está correndo nenhum perigo em particular por usar derivativos para se proteger de riscos ligados a sua dívida soberana de 2 trilhões de euros (US$ 2,62 trilhões), afirmou nesta quarta-feira o Tesouro do país, negando notícias de que está prestes a ter prejuízos de bilhões de euros com contratos recentes.

Agencia Estado

26 de junho de 2013 | 11h25

Em comunicado, o Tesouro italiano afirmou que as finanças públicas do país "não estão em perigo".

Mais cedo, os jornais Financial Times e La Repubblica divulgaram que a Itália pode ter perdas de até 8 bilhões de euros devido aos novos termos de uma reestruturação de derivativos do final da década de 1990.

Segundo o Tesouro, o número é uma estimativa de marcação a mercado e "de forma alguma, é similar a uma perda de fato". O órgão disse ainda que frequentemente usa derivativos, em especial swaps e opções de taxas de juros, para se proteger de movimentos abruptos no mercado de juros e estender o vencimento médio dos bônus que emite.

Além disso, o Tesouro disse que a alegação de que a Itália teria usado derivativos no final da década de 1990 para garantir sua entrada na zona do euro são "infundadas".

No ano passado, a diretora da agência de gestão de dívida da Itália, Maria Cannata, disse que o Tesouro possui derivativos com um valor bruto equivalente a cerca de 10% da dívida do país. Fonte: Dow Jones Newswires.

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