Itália enfrenta emergência séria, diz premiê

O novo primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, disse nesta quinta-feira que o país enfrenta uma emergência séria, prometendo rigor e justiça em reformas para tirar o país de uma enorme crise financeira.

JAMES MACKENZIE E GAVIN JONES, REUTERS

17 de novembro de 2011 | 16h53

O ex-comissário europeu, empossado na quarta-feira, fazia seu primeiro discurso ao Parlamento antes de um voto de confiança marcado para esta noite.

Correndo para pôr fim ao colapso da confiança do mercado, Monti disse que considerará medidas adicionais após implementar por completo as promessas feitas à União Europeia, que nunca foram cumpridas por seu predecessor, Silvio Berlusconi.

Ele disse que os objetivos principais de seu governo tecnocrata serão melhorar os serviços públicos e ajudar mulheres e jovens a conseguir emprego.

Deixando claro que buscará reduzir a enorme dívida pública da Itália e estimular o crescimento, Monti disse que o país tem uma idade maior de aposentadoria que França e Alemanha e que a evasão crônica de impostos precisa ser combatida, diminuindo a a carga tributária geral. Ele também estabeleceu um cronograma para a venda de ativos estatais.

Monti disse que o uso do capital precisa ser reduzido para mitigar a economia informal, que representa quase 20 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Ele também prometeu reduzir o custo do sistema político italiano, que causou grande irritação na população durante o governo de Berlusconi.

Para as reformas radicais, Monti precisará do forte apoio parlamentar prometido pelos partidos, mas isso pode evaporar diante da impopularidade das medidas, de acordo com analistas.

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