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Itália não deve esperar ajuda do BCE, diz Weidmann

A Itália não deve contar com a ajuda do Banco Central Europeu (BCE) caso seus custos de endividamento subam, após declarações de políticos italianos sobre a reversão das reformou ou saída do país da zona do euro, declarou neste sábado Jens Weidmann, membro do Conselho do BCE, à revista alemã Focus.

Agencia Estado

16 de março de 2013 | 14h09

"Se importantes políticos italianos falam sobre a reversão das reformas ou a saída da Itália da zona do euro e, subsequentemente, as taxas de juros dos títulos do governo sobem, isso não pode e não vai ser uma razão para uma intervenção do banco central", afirmou ele.

O BCE tem um mecanismo de compra de títulos do governo para Estados membros com problemas para ajudar a reduzir os custos de endividamento, mas esses países devem primeiro assinar o programa de resgate sancionado pela União Europeia.

Políticos italianos têm se reunido com rivais nos últimos dias para tentar resolver o impasse, surgido após as eleições gerais do mês passado. O comediante Beppe Grillo, fundador do Movimento Cinco Estrelas, que conquistou mais de um quarto dos votos, demonstrou até agora pouca intenção de trabalhar com os partidos tradicionais. Essa incerteza levou a uma fraca demanda pelos títulos italianos vendidos na quarta-feira.

A respeito da crise da dívida da zona do euro, Weidmann, que também é presidente do banco central alemão, fez novas advertências sobre a impressão de que a crise já acabou, só por causa da melhora recente dos mercados financeiros, dizendo que esta complacência é "enganosa e problemática". "Nós sempre destacamos que a crise do euro não acaba até que os problemas estruturais tenham sido resolvidos, especialmente a falta de competitividade e o alto endividamento", declarou Weidmann à revista.

O presidente do banco central alemão também advertiu que a inflação alta no médio e longo prazos pode colocar em risco a estabilidade financeira, na medida em que a região resolver a crise gradualmente. "Não deve haver dúvidas de que vamos apertar a política monetária novamente com o tempo", afirmou ele. As informações são da Dow Jones.

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