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Itália não deve intervir no caso Cacciola

Governo entra em ação quando o cidadão corre o risco de ser condenado à morte

BBC Brasil,

19 de setembro de 2007 | 15h47

As autoridades da Itália podem deixar o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que tem dupla cidadania brasileira e italiana, entregue a própria sorte. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Itália, Marco Villani, o caso trata de um "cidadão brasileiro que cometeu um crime no Brasil e que foi capturado no Principado de Mônaco". "Nós não podemos intervir na lógica de dois Estados soberanos", disse Villani à BBC Brasil. A postura do Ministério da Justiça italiano segue a mesma linha. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, o governo apenas entra em ação quando o cidadão italiano, autor de um crime no exterior, corre o risco de ser condenado à morte. Neste caso, a diplomacia pode tentar salvar a pele do réu. "Ele poderia fazer um apelo para que a Itália o protegesse", afirmou uma fonte do Ministério da Justiça citando a hipótese de uma pena capital. Hotel  O ex-banqueiro, condenado em 2005 pela Justiça brasileira pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público) e gestão fraudulenta, vive na Itália desde 2000, quando fugiu do Brasil. Cacciola é proprietário de um hotel no centro de Roma, o Forty Seven, localizado bem no centro histórico da capital italiana. Fabrizio Cacciola, filho do ex-banqueiro, se encarrega de administrar o hotel. Por telefone, ele disse à BBC Brasil que ainda não tinha conseguido falar com o pai. "Ele estava tentando voltar a levar uma vida normal", disse. "Do Brasil, meu pai não tem nenhuma saudade, não, não daqueles momentos finais. Mas toda a vida dele sempre foi lá." O filho de Cacciola diz ter esperança de que o pai consiga, mais uma vez, escapar da Justiça brasileira. "Se tudo der certo, ele vai voltar para a Itália, sem passar pelo Brasil", afirmou.  Preparando a defesa  A advogada de Salvatore Cacciola, Alessandra Mocchi, está tentando levar Salvatore Cacciola, são e salvo, para a sua segunda pátria. Do seu escritório em Roma, ela prepara a linha de defesa para impedir a extradição do ex-banqueiro.  "Neste momento, ainda estamos elaborando uma estratégia. Estamos estudando a cópia do mandado de prisão notificado pelo juiz de Mônaco. Junto com um escritório de advocacia de Mônaco, estamos avaliando a situação." "O nosso cliente é italiano, e o governo italiano já foi notificado por meio da embaixada italiana", disse Alessandra, que deve viajar para se encontrar com o seu cliente em uma data ainda a ser definida. O Ministério das Relações Exteriores italiano informa que há 2.820 italianos nos bancos dos réus ou em prisões em todo o mundo.  No Brasil, existem 13 italianos a espera de uma sentença judicial ou esperando a resposta de pedidos de extradição, e outros 30 já atrás das grades.

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