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Itália usará ativos estatais do Estado para reduzir dívida, diz ministro

Não está claro se o governo quer vender os ativos no mercado ou conseguir mais dinheiro com eles de outra maneira

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

29 de setembro de 2011 | 12h40

ROMA - O ministro da Economia da Itália, Giulio Tremonti, anunciou nesta quinta-feira planos para fazer um melhor uso dos ativos estatais, a fim de aliviar a dívida pública de 1,9 trilhão de euros do país e estimular o crescimento econômico.

"Começou uma grande reforma estrutural", disse Tremonti após uma reunião a portas fechadas com 150 banqueiros, diretores de incorporadoras e funcionários do governo. O encontro tratou pouco de questões específicas, sendo mais uma oportunidade para a realização de um inventário dos ativos públicos.

A lista inclui 571 bilhões de euros em imóveis, ações de empresas e direitos de concessão mantidos pelo governo nacional ou por administrações locais, segundo uma apresentação de Edoardo Reviglio, economista-chefe da Cassa Depositi e Prestiti, um órgão financeiro controlado pelo Estado.

Não está claro se o governo planeja vender os ativos no mercado ou conseguir mais dinheiro com eles de outra maneira. O governo afirma que o yield (retorno ao investidor) monetário médio dos imóveis mantidos pelo Estado é de apenas 0,1% ao ano. Reviglio disse que ele deveria estar em torno de 6%.

As taxas de juros sobre concessões - uma categoria que abrange frequências de rádio a direitos de arrendamento para operação de franchisings similares a clubes em praias do Mediterrâneo - são de apenas 0,5% ao ano, mas deveriam ser elevadas para 6,3%, segundo a apresentação do governo.

Uma razão para que os retornos sejam tão baixos é que a taxa de evasão no setor de clubes de praia é muito alta. Funcionários dizem que o problema poderia ser reduzido se o direito sobre essas áreas fosse vendido. As informações são da Dow Jones.

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