CHARLES SHOLL/FUTURA PRESS
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Itamaraty diz que barreiras chinesas 'não se justificam'

Pequim anunciou que abriu investigação para a eventual imposição de uma sobretaxa contra a importação de açúcar

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2016 | 16h01

GENEBRA - O governo brasileiro apresentou nesta terça-feira dados aos diplomatas chineses para indicar que uma barreira contra o açúcar nacional "não se justificaria". O encontro ocorreu em Genebra, depois que Pequim anunciou que estava abrindo uma investigação para a eventual imposição de uma sobretaxa contra a importação de açúcar. 

Durante a reunião, os chineses indicaram que a investigação pode se prolongar por mais dois ou quatro meses. Pequim, porém, não deu garantias de que evitaria uma sobretaxa provisória, até que o caso seja encerrado.

Do lado brasileiro, porém, o Itamaraty justificou que não existem os principais argumentos para legitimar a imposição da taxa: a existência de um surto de importação e de um dano real para os produtores chineses. Os argumentos foram os mesmos que o Brasil apresentou em um documento enviado pela embaixada do País em Pequim ao Ministério do Comércio. 

De acordo com o Itamaraty, a produção de açúcar na China ficou estável em cerca de 10 milhões de toneladas por ano, entre 2011 e 2016. A importação, portanto, não gerou uma queda na safra local.

Outro argumento é de que, entre 2011 e 2016, o aumento na venda de açúcar para a China foi de 60%. Ainda que a taxa seja elevada, ela ocorreu em cinco anos e, portanto, não poderia ser considerada como um surto. Pelas regras, uma salvaguarda apenas poderia ser colocada se ficar provado o surto de importação.

Em termos financeiros, as exportações brasileiras de açúcar para a China somaram US$ 1,4 bilhão em 2013. Mas foram reduzidas para US$ 750 milhões em 2015.

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