Itamaraty garante que Brasil não está isolado na Alca

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, negou nesta terça-feira que o Brasil esteja se isolando nas negociações da Alca. Segundo ele, as sugestão feitas pelo Mercosul em Trinidad e Tobago "não são tão diferentes" das dos EUA. ?Se o Mercosul não tivesse apresentado um documento, o único documento de base para discutir a declaração ministerial de Miami (prevista para novembro) seria o dos EUA", afirmou. "Hoje os países têm oportunidade de olhar dois tipos de documentos, que aliás não são tão diferentes como muita gente procura dizer.? O ministro disse que "não estava previsto" na reunião da semana passada no país caribenho a elaboração de um documento em defesa da proposta do Brasil por um acordo mais enxuto, em resposta à recusa dos EUA a discutir subsídios agrícolas e medidas antidumping. Amorim ressaltou que a proposta do Mercosul é flexível. ?Não impede os países que desejarem regras mais profundas em certos setores de discutirem essas regras", disse.O ministro disse que o Brasil vem recebendo apoio na estratégia de política internacional e citou a liderança no G-22, o grupo de países em desenvolvimento coordenado pelo País em Cancún, sede da última reunião da Organização Mundial do Comércio, que terminou sem acordo. Amorim disse que recebeu na segunda-feira um telefonema do diretor-geral da OMC, Supachai Panitchpakdi. ?Ele pediu minha avaliação da situação e valorizou o papel do Brasil em Cancún e no G-22.?

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