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Itamaraty monta estratégia para atender clientes da Varig

O Ministério das Relações Exteriores acelerou sua estratégia para atender aos 28 mil brasileiros no exterior com passagens da Varig para retornar ao País, sobretudo aos que acompanham a Copa do Mundo da Alemanha.Segundo a assessoria de imprensa do Itamaraty, um plantão interno foi montado na última segunda-feira especialmente para dar suporte aos postos do Brasil no exterior e para remeter à sala de emergência da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informações atualizadas sobre a situação dos brasileiros.O Ministério também determinou que todos os consulados do Brasil nos Estados Unidos e na Alemanha, bem como os localizados em Milão (Itália), Madri (Espanha), Londres (Inglaterra) e Paris (França) destaquem um funcionário para atender exclusivamente aos brasileiros em dificuldade.A iniciativa do Itamaraty antecipou, em parte, o plano emergencial da Anac para os brasileiros cujas passagens de retorno tenham sido emitidas pela Varig. Para a Alemanha, o ministério havia enviado uma equipe adicional de 12 profissionais, dos quais oito fluentes em alemão, para colaborar no atendimento corriqueiro aos brasileiros em uma Copa do Mundo, que poderá colaborar na crise desencadeada pela paralisação de boa parte dos vôos internacionais da Varig.Em princípio, o Itamaraty acredita que sua ajuda tende a concentrar-se na intermediação do contato entre os passageiros e as empresas aéreas, uma vez que não lhe é permitido fornecer ajuda financeira nem prover passagens e hospedagens - com exceção de brasileiros em situações absolutamente precárias, que serão avaliadas caso a caso.A decisão da Varig de não cancelar os seus dois vôos diários para Frankfurt alivia a crise, assim como o fato de boa parte dos cidadãos ter adquirido um pacote de viagem ao exterior de agência de turismo. Essas empresas serão, a rigor, as responsáveis por embarcar o cliente de volta ao Brasil.Diplomatas informaram à Agência Estado que o Itamaraty mantém-se atento aos riscos elevados de novos percalços, seja com relação ao futuro do vôo Frankfurt-São Paulo da Varig ou sobre a capacidade de agências de pequeno porte efetivarem a remarcação de passagens.

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