Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Itaú altera projeção da taxa Selic para 7% no fim de 2017

Para analistas do Itaú Unibanco, Banco Central vai diminuir o ritmo nos cortes da taxa básica de juros

Maria Regina Silva, O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2017 | 11h43

O Itaú Unibanco alterou sua projeção para a taxa Selic nesta sexta-feira, 8. Para os analistas do banco, a taxa básica de juros chegará a 7% no final deste ano – a projeção anterior da instituição financeira era de 7,25% ao ano. 

Com base no comunicado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira, 6, quando cortou o juro em um ponto percentual para 8,25% ao ano, a instituição ressalta que "provavelmente" o Banco Central (BC) diminuirá o ritmo de redução da Selic para 0,75 ponto porcentual, levando a taxa para 7,50% em outubro.

Depois disso, segundo o Itaú, o Copom faria outro corte, de 0,50 ponto, com a Selic chegando a 7%, em um final gradual do ciclo. A nota divulgada nesta sexta-feira é assinada pelo economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita.

No relatório, o banco afirma que uma economia em recuperação e a inflação baixa amparam a intenção do Copom de desacelerar a velocidade de queda dos juros e eventualmente finalizar o ciclo de recuo da Selic.

No relatório, o Itaú destaca que o Copom, no comunicado após a decisão deste mês, avalia que os dados divulgados desde a última reunião de política monetária (julho) são consistentes com uma recuperação econômica gradual - "indicando que, para o Copom, a economia já está se estabilizando". Porém, o Itaú Unibanco ressalta que o documento não menciona que o aumento da incerteza em relação às reformas fiscais pode ter implicações desfavoráveis sobre a atividade.

O banco ainda cita, dentre outros fatores, o quadro de alívio na inflação mencionado pelo Copom. "O Comitê avalia que a evolução da inflação permanece bastante favorável, mas já não fala de desinflação", cita. 

Mais conteúdo sobre:
Banco Itaú Selic

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.