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Itaú BBA planeja crescer na Argentina, apesar da crise

Presidente do banco,Candido Bracher, diz que o país vizinho é um dos que oferece maior potencial de crescimento

REUTERS , O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2014 | 02h03

Enquanto vem fincando bandeira no Chile, Colômbia, México e Peru, o Itaú BBA vê a Argentina como um dos destinos mais cobiçados para expansão internacional, segundo o presidente executivo do banco, Candido Bracher. Após montar uma filial completa de banco de atacado no Chile, onde disputa mercado com grandes rivais globais, o Itaú também vem ganhando visibilidade no México e na Colômbia e faz planos para o Peru - mercados cujas políticas recentes vêm atraindo investidores internacionais.

Mas questionado sobre em que mercado o Itaú BBA gostaria de aumentar seus negócios no futuro, Bracher cita a Argentina. "Esse é talvez o país com o maior potencial, já que é um grande mercado, sub-bancarizado e onde temos uma certa vantagem competitiva", disse. "Temos de esperar, porém, um ambiente econômico mais estável."

Às voltas com outra crise de dívida com credores, o país vizinho há muito tempo enfrenta uma combinação de anos de inflação alta e economia em desaceleração.

O país tem até o fim do mês para evitar um calote. A Argentina perdeu o prazo para pagar uma dívida de US$ 539 milhões, após um tribunal dos EUA ter impedido o país de fazer o pagamento, a menos que também pague investidores que discordaram de reestruturações de dívida feitas em 2003 e 2010.

Porém, sinais de que o governo está revertendo anos de uma retórica antimercado têm ajudado a atrair investidores. Nesta semana, o presidente do BTG Pactual, André Esteves, mostrou intenção de crescer na Argentina no futuro.

No país vizinho desde 2006, o braço de banco de atacado do Itaú Unibanco atende as 300 maiores empresas do país. Mas a instabilidade tem limitado planos mais ambiciosos de expansão. Com um time de 104 funcionários naquele país, uma estrutura completa de banco de investimento, incluindo assessoria financeira, gestão de caixa e tesouraria, o BBA responde por pouco mais de metade dos empréstimos do grupo Itaú na Argentina, equivalente a R$ 4 bilhões.

Os planos para a Argentina fazem parte da meta do BBA de elevar a fatia internacional no faturamento do banco, dos atuais 15% para 25%, nos próximos cinco anos. "Queremos replicar para a América Latina o que temos feito no Brasil", disse Bracher.

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