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Itaú BBA traz diretor de NY para ofensiva em renda fixa

Institutuição se prepara para tomar a dianteira no mercado secundário de renda fixa no Brasil

Coluna do Broadcast, O Estado de S. Paulo

18 de agosto de 2019 | 05h00

OItaú BBA se prepara para tomar a dianteira no mercado secundário de renda fixa no Brasil. O projeto, em gestação há cerca de um ano, ganha impulso com a chegada do diretor de distribuição da área, até então situado em Nova York, Percy Moreira. Depois de 15 anos com os olhos voltados para Wall Street, o executivo acaba de desembarcar no Brasil com a missão de turbinar a mesa local e fazer do banco o principal nome na negociação de títulos de dívida privada no mercado brasileiro.

O executivo não abandonou suas funções de distribuição de papéis emitidos por companhias no exterior. Com a nova função, Moreira ficará na capital paulista e passará alguns dias do mês na terra do Tio Sam - exatamente o calendário contrário do que fazia na antiga função.

Cheguei! Além de ampliar a equipe, Moreira conseguiu trazer da concorrência um nome de peso no mercado secundário de dívida: o diretor de trader do Santander Brasil, Thales Gaspar. Ele começa no Itaú BBA nesta segunda-feira, 19, depois de quase nove anos no banco espanhol. 

O plano é. Com a experiência de ambos, a instituição financeira mira reforçar as receitas do negócio de renda fixa, ao girar títulos de dívida de empresas que já têm em sua carteira e outros que venham a ser adquiridos pela tesouraria do Itaú em ofertas primárias. Algo, aliás, que Gaspar já executava no Santander com foco no private do próprio banco espanhol. Neste projeto, o Itaú BBA tem como público-alvo as gestoras de recursos (assets), que têm demandado um volume crescente de crédito privado.

De casa. O Itaú BBA é uma das instituições mais ativas na assessoria de empresas que buscam o mercado de capitais para levantar recursos. No ranking da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) de instituições que originaram títulos de dívida para companhias este ano, o banco lidera com R$ 25 bilhões em operações executadas, respondendo por 25,3% deste mercado. 

Agora vai. O Itaú está olhando para frente. A percepção da casa é de que o juro baixo veio para ficar e que o Brasil deve viver um ciclo de expansão do crédito privado semelhante ao de países como Cingapura, África do Sul e Itália. Nos três, a queda das taxas proporcionou um salto na participação do crédito privado no Produto Interno Bruto (PIB) de em torno de 6%, semelhante ao do Brasil, para 30%, 18% e 13%, respectivamente.

Caça-talentos. A Petrobrás quer ter cientistas de dados em diversas áreas da companhia como exploração de campos de petróleo e gás, produção e estoque. Para ocupar as novas vagas, a ideia é selecionar, em um primeiro momento, talentos internos, de diferentes formações, em um processo seletivo previsto para ocorrer em outubro. Caso não preencha todas as cadeiras de cientista de dados, a estatal considera procurar no mercado. Apesar de a ciência de dados não ser algo novo, a ideia da nova gestão da estatal é potencializar seus resultados por meio de ações ligadas à transformação digital.

Ovos de ouro. Os investimentos feitos pelos ventures capital e private equity no Brasil neste ano devem subir 9% em relação ao ano passado para R$ 14,8 bilhões, sendo R$ 6,8 bilhões vindos dos fundos que compram startups e R$ 8 bilhões dos que investem em empresas mais maduras, conforme dados da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap), em parceria com o KPMG.

Quase 100. No primeiro semestre do ano, os fundos de venture capital já investiram R$ 3,4 bilhões, em 76 startups, com destaque para empresas nos segmentos de finanças e seguros. No mesmo período, os fundos de private equity investiram R$ 4 bilhões, de acordo com números divulgados na 6ª Conferência de Venture Capital, da Abvcap. 

Rouba monte. Enquanto o mercado de maquininhas não dá sinais de trégua no Brasil, os resultados do segundo trimestre das seis maiores do setor mostram que a briga por participação de mercado segue intensa. Cielo, PagSeguro e Stone foram as únicas a ganharem mercado no período em relação aos três meses anteriores. Na outra ponta, Rede e Getnet perderam espaço. A Vero, do Banrisul, manteve sua fatia estável em 1,8%. 

Ponto a ponto. A dona de maquininhas que mais ganhou share no segundo trimestre foi a Stone, cuja fatia aumentou em 0,6 ponto porcentual ante os três meses anteriores. Na sequência, vieram Cielo, com ganho de 0,5 ponto, e PagSeguro, com 0,4 ponto. No centro da disputa entre as donas de maquininhas, estão os microempreendedores individuais, os famosos MEIs.

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