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Itaú compra Boston no Chile e Uruguai por R$ 1,3 bi

O Banco Itaú e a Itaúsa, em comunicado conjunto, anunciaram a compra das operações do BankBoston no Chile e no Uruguai, que estavam pendentes desde que instituição adquiriu do Bank of America os negócios do Boston no Brasil. A transação envolve o pagamento de R$ 2,3 milhões em dinheiro e ações ordinárias do Itaú, correspondentes a cerca de 1,7% do capital do banco, ou 20,537 bilhões de papéis. As instituições estimam que o valor chegue a cerca de R$ 1,373 bilhão com base na cotação média de mercado entre os dias 21 de fevereiro e 24 de abril deste ano. Segundo o Itaú, em 30 de junho, o BankBoston Chile ocupava o 12º lugar no ranking local por total de ativos. Na mesma data, as operações no Uruguai estavam em terceiro lugar no ranking dos bancos privados do país. O banco brasileiro destaca no texto que a compra está sujeita à aprovação das autoridades concorrenciais dos três países.O fato relevante informa que os ativos combinados do Itaú com o BankBoston no Brasil, Chile e Uruguai chegam a R$ 203,32 bilhões, com um patrimônio líquido total de R$ 20,747 bilhões, já descontada a amortização do ágio total do negócio.Como a operação com o Bank of America envolve a troca de ações, o Itaú informa que, no total, a instituição passa a deter 5,82% das ações preferenciais do banco brasileiro e 1,72% das ações ordinárias, chegando a 7,44% do capital total. Cartões OCAA compra das operações no Uruguai envolve também a administradora local de cartões de débito e crédito OCA. Segundo o banco brasileiro, trata-se da maior emissora de cartões de crédito do país vizinho, com cerca de 50% de participação no mercado.O comunicado informa ainda que o Itaú passará a contar com 3.363 agências e postos de atendimento, somando-se as atuais 3.202 com as do Boston no Brasil, Chile e Uruguai, além das da OCA. O total de clientes deverá subir de 17,224 milhões para 18,135 milhões, enquanto o número de funcionários passará de 53.277 para 60.327. Redução no lucro A compra das operações levará a uma redução de R$ 401 milhões no resultado do banco Itaú em 2006, já descontados os efeitos fiscais. Segundo o texto do fato relevante, o valor dos dividendos ou juros sobre o capital próprio a serem pagos aos acionistas não deve ser afetado.A amortização do ágio (importância que o comprador paga a mais sobre o valor nominal de um título) total da compra do Boston chega a R$ 2,834 bilhões, de acordo com informações do Itaú, somando os R$ 2,433 bilhões das operações no Brasil às novas aquisições no Chile e Uruguai.O Itaú informa que, com base na consolidação pro forma dos dados do final de junho deste ano, o Índice de Basiléia (proporção entre o capital das instituições financeiras e o valor de seus ativos ponderados pelos correspondentes riscos) deve ser pouco afetado, chegando a 16,1%, "mesmo após a amortização integral do ágio". O banco estima que o "efeito positivo" da operação no lucro por ação do Itaú "venha a ocorrer a partir do segundo semestre de 2007". Este texto foi atualizado às 12h08.

Agencia Estado,

09 de agosto de 2006 | 08h53

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