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Itaú compra Credicard e avança na área de cartões

Fontes afirmam que aquisição está fechada; banco confirma negociação, mas garante que não há contrato firmado

ALINE BRONZATI / SÃO PAULO , MARIANA DURÃO/ RIO, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2013 | 02h04

O Itaú Unibanco fechou na madrugada de quinta-feira a compra da Credicard, segundo fontes próximas à negociação. O banco estava sozinho na disputa pela financeira do Citibank depois dos concorrentes Bradesco e Santander desistirem do negócio na semana passada, conforme antecipou no domingo o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Em resposta a questionamento da BM&FBovespa sobre a conclusão da operação, o Itaú negou que o negócio esteja fechado. "Não há qualquer transação ou contrato firmado que justifique a divulgação de fato relevante", disse o banco, em comunicado.

O vice-presidente executivo e diretor de Relações com Investidores do Itaú Unibanco, Alfredo Setubal, disse ontem que as negociações com o Citibank para a aquisição da Credicard continuam em curso, mas negou que o acordo tenha sido concluído. "Comprar e vender um negócio às vezes dá certo ou não. Estudar alternativas é comum em qualquer setor da economia", disse em entrevista a jornalistas após um encontro com investidores e analistas promovido pela Apimec Rio.

Durante a apresentação a analistas, Setubal ressaltou que o Itaú tem grande interesse no segmento de cartão de crédito. "É um negócio que a gente gosta e somos líderes de mercado. (...) É um segmento que vem crescendo de 15% a 20% ao ano (nos bancos) e que ainda não esgotou seu potencial", disse.

A operação de cartão de crédito gerou um saldo de R$ 41,362 bilhões no balanço do primeiro trimestre do banco, um crescimento de 13,1% sobre março de 2012. Na Redecard, braço de adquirência do grupo, o Itaú Unibanco capturou R$ 74 bilhões em transações nas suas máquinas de cartões durante o primeiro trimestre, valor 18,1% superior ao apurado há um ano.

Setubal frisou que o cartão de crédito é o caminho mais curto para atingir o cliente de baixa renda que não quer utilizar o serviço bancário, mas busca crédito no mercado. A parceria com redes varejistas também deve ser fortalecida pelo banco para aumentar a prospecção de clientes de baixa renda.

Favorito. Desde o início das negociações, o Itaú já era visto como o favorito pelo mercado para levar a Credicard. O interesse do banco no ativo se justifica pelo fato de já ter sido dono da empresa no passado. No final de 2006, o Itaú vendeu 50% da Credicard ao Citibank por R$ 280 milhões. Por isso, conhece bem o negócio que está colocando dentro de casa.

A partir da aquisição da empresa, o Itaú reforça sua atuação num segmento do qual já é líder. Com sete milhões de clientes, a Credicard possui 4,7 milhões de cartões de crédito, respondendo por cerca de 10% do faturamento do setor no País. O negócio, porém, pode incluir uma área de financiamentos que engloba os segmentos de crédito ao consumo (incluindo consignado) e imobiliário.

Além disso, a aquisição da Credicard pode reforçar o braço de adquirência do Itaú. No final do ano passado, o banco fechou o capital da Redecard. Ao integrar a empresa, a instituição visa a ganhar sinergias e crescer no segmento.

Oficialmente, o Itaú foi o único banco que confirmou a entrega da proposta pela aquisição da Credicard, cuja primeira rodada terminou em 12 de abril. Uma nova etapa de negociações pela financeira foi feita semanas atrás após o Citibank ter avaliado como pouco atrativas as propostas feitas por Santander, Bradesco e Itaú, segundo fontes de mercado. O xeque-mate para o Itaú levar a Credicard foi a desistência dos outros dois concorrentes.

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