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Itaú Corretora: veja as recomendações

O analista Ricardo Ventrilho, da Itaú Corretora, está otimista com o setor de telecomunicações no Brasil, mas especificamente com as empresas de telefonia fixa e de longa distância. Segundo ele, o investimento nessas empresas é bastante atraente em função dos seus bons resultados, com potencial de valorização. Ventrilho ressaltou, entretanto, que os investimentos devem ser feitos com a visão de longo prazo. Isso porque, em função de problemas externos, as ações das companhias de telefonia fixa não apresentaram o desempenho esperado. O analista considera difícil prever como será o comportamento do setor, que está bastante atrelado ao cenário externo, mas não espera que este ano seja igual a 2000.Segundo ele, a associação feita entre Nasdaq e as companhias de telecomunicações no Brasil é injusta. Para Ventrilho, o investimento em telecomunicações somente será prejudicado caso se verifique movimento de um desaquecimento brusco da economia americana. Mas se isso acontecer, mesmo não sendo essa a perspectiva do banco, o impacto será generalizado e não só no setor de telecomunicações, explicou. Em relação ao segmento de telefonia celular, Ventrilho acredita que a concorrência, que será acentuada pelas licitações das bandas C, D e E, influenciará o resultado dessas empresas. Além disso, a consolidação que o setor irá sofrer após as licitações vai alterar significativamente sua configuração. O analista diz que as companhias celulares devem sofrer uma redução de margens nos próximos dois ou três anos, por conta de pressões nas tarifas. A recuperação do setor deve vir após esse prazo, quando a consolidação estiver produzindo resultados. As principais recomendações para o setor de telecomunicações de Ventrilho são as empresas fixas e de longa distância. Foram selecionadas as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) das seguintes empresas: Telemar, Brasil Telecom Participações, Embratel e Telerj. Segundo ele, a discussão entre os sócios da Brasil Telecom pode atrapalhar a empresa no médio e longo prazo, mas operacionalmente a companhia não está sendo impactada. Para o analista, essa discussão poderia atrapalhar a força da oferta que a empresa deve fazer nas licitações que seguirão durante este ano. Caso a companhia fique fora dos leilões, isso não deve ser encarado de forma negativa, uma vez que ela pode adquirir uma companhia que já opere ao invés de participar dos concorrências. Quanto ao segmento de longa distância, o Ventrilho afirma que não deve ser feita a comparação de desempenho entre as companhias européias e americanas com a brasileira Embratel. Isso porque o mercado brasileiro não está maduro como os demais mercado, oferecendo um potencial de crescimento muito maior. O outro motivo seriam os investimentos da Embratel em outras áreas como transmissão de dados, "direct home" e filiais na América do Sul.

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