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Itaú: crise não afetou consumo com cartões de crédito

A volatilidade nos mercados financeiros ainda não afetou o consumo por meio dos cartões de crédito, segundo avaliação do diretor de Marketing do Itaú, Fernando Chacon, que acredita que o consumidor brasileiro está confiante em relação à economia do País e, por isso, aposta em sua capacidade de pagamento futuro. O executivo prevê que o setor movimente R$ 223,7 bilhões este ano, o que representa um valor 22,1% acima do registrado no ano passado.De acordo com Chacon, os emissores de cartões de crédito estão mais seletivos na concessão de novos plásticos. No entanto, uma vez emitido o novo cartão, os bancos têm concedido limites similares ao período pré-crise financeira global, ou seja antes da segunda quinzena de setembro deste ano. O executivo acrescentou ainda que a base atual de cartões de crédito em circulação, superior a 100 milhões, permite o crescimento das vendas por esse meio de pagamento mesmo com uma menor emissão de novas contas.Outro motivo que faz o executivo acreditar na manutenção do uso dos cartões de crédito é a migração dos meios de pagamento, com o menor uso de cheques e dinheiro favorecendo os meios eletrônicos. Além disso, há um maior número de estabelecimentos credenciados, cerca de 1,4 milhão de locais onde os cartões são aceitas contra 300 mil pontos há dez anos.A Itaucard divulgou hoje as projeções para a indústria de cartões de crédito para novembro. A expectativa é que o total de compras feitas com cartões de crédito chegue a R$ 20,3 bilhões este mês, equivalente a um crescimento de 21,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. O número de plásticos em circulação no País deverá chegar a 108,9 milhões em novembro, quantidade 18,8% superior ao mesmo período de 2007.SetoresOs ramos de vestuário, diversos (varejos, telefonia) e alimentação lideram os gastos com cartões, com participações de 20,5%, 16,2% e 15,7%, respectivamente. Chacon não acredita na alteração desse perfil com a desaceleração da economia. De acordo com ele, é esperada a redução no consumo de produtos supérfluos em cada ramo, mas não o suficiente para alterar a participação de cada segmento.

ANA PAULA RIBEIRO, Agencia Estado

11 de novembro de 2008 | 13h50

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