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Itaú fechará 10 agências na Argentina

O diretor de Relações com Investidores da Itaúsa, Henri Penchas, disse hoje que as empresas pertencentes ao grupo continuarão a operar na Argentina, apesar dos problemas econômicos do país. No entanto, segundo ele, o banco Itaú fechará cerca de dez agências argentinas em 2002. A Itaúsa controla o Itaú, a Duratex, a Itautec Philco e a Elekeiroz.De acordo com o executivo, as companhias da holding Itaúsa reduziram substancialmente as operações na Argentina no decorrer do ano passado. No caso da Duratex, houve diminuição do quadro de funcionários de 268 para 64 pessoas, redução do número de clientes ativos de 950 para 320 e redução da linha de produtos de 1.200 para 320 itens.Além disso, a Duratex transferiu toda a produção de componentes para o Brasil, deixando na Argentina apenas as áreas de montagem e comercialização. Já o Itaú fechou pouco mais de dez agências na Argentina no ano passado, ficando com 80 agênciasSudamerisPenchas disse que não deve ocorrer novo adiamento na compra do banco Sudameris pelo Itaú. "Há todas as condições para assinarmos o contrato até 30 de abril", afirmou durante a primeira teleconferência da história da Itaúsa. O fechamento da operação já foi adiado duas vezes. Foi marcado inicialmente para 15 de fevereiro, depois para 11 de março e agora para até 30 de abril. O acordo com a Intesa, controladora do Sudameris, teve de ser reformulado para facilitar a aquisição. Pelo novo acordo, o Itaú só vai comprar o Sudameris do Brasil e a Sociedade de Assessoria Técnica Administrativa (Sata). Anteriormente, a proposta era de compra do Banque Sudameris Paris e de suas participações em outros Países, inclusive o Brasil.O Banque Sudameris tem agências em Paris, Miami, Cayman, Monte Carlo e Chile, além de subsidiárias na Colômbia, Paraguai, Uruguai e Panamá. Já estavam excluídas da transação as subsidiárias na Argentina e Peru, e o Itaú poderia ainda tirar outros ativos no decorrer da negociação.Segundo o Itaú, a operação estava complicada porque o Banque Sudameris teria de cindir os ativos para retirar Peru, Argentina e alguma unidade que o Itaú recusasse, o que levaria tempo.

Agencia Estado,

22 de março de 2002 | 12h10

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