Itaú lidera ranking de melhor desempenho

O Itaú é o vencedor do Ranking Agência Estado/Economática de companhias abertas do segundo trimestre de 2001. O banco conseguiu os melhores resultados para seus investidores entre um universo de 140 empresas.As companhias foram avaliadas com base em uma metodologia exclusiva, que levou em conta critérios de rentabilidade e desempenho. A intenção do ranking é estimular a transparência e governança corporativa no mercado de capitais brasileiro. Essas práticas acabam se refletindo nos indicadores das empresas.Segundo maior banco privado do País, com um patrimônio líquido de R$ 7,3 bilhões e ativos de R$ 74,8 bilhões, o Itaú teve como principal destaque no período a liquidez de suas ações. Para o superintendente de relações com investidores da instituição, Geraldo Soares, o aumento de liquidez está diretamente ligado à política de relações com investidores. "A visibilidade do banco está aumentando, devido às freqüentes reuniões com analistas e à transparência das informações."Ele lembrou que, em iniciativa inédita, o Itaú realizou em maio uma reunião para integrantes da Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais (Abamec), em São Paulo, que durou um dia inteiro. O evento reuniu cerca de 500 pessoas, sendo 300 analistas nacionais e internacionais.Ações na Bolsa de Nova YorkOs planos do banco de lançar ações na Bolsa de Nova York até o final do ano estão mantidos. "Por enquanto, nada mudou no cronograma", disse, ponderando que o cenário internacional ainda é muito incerto em função dos possíveis desdobramentos do ataque terrorista ocorrido nos Estados Unidos. Para Soares, a obtenção de resultados expressivos de retorno sobre o patrimônio está ligada à capacidade do banco de se adaptar aos cenários de volatilidade.Segundo o executivo, uma das marcas da política da instituição é descartar negócios que não ofereçam um nível de retorno pré-estabelecido. "Não fazemos negócio só pela participação de mercado, mas sim para agregar valor ao acionista."Soares contou que dois segmentos estão sendo trabalhados intensamente pela instituição: Personnalité e pequenas empresas. Na primeira categoria estão enquadrados os clientes que recebem acima de R$ 5 mil ou possuem aplicações que superam R$ 70 mil em fundos de investimento.O executivo afirmou que os investimentos no setor concentram-se na abertura de agências exclusivas e no relacionamento. "O cliente tem de ser ouvido pelo menos uma vez por mês. Se ele não ligar, o gerente liga."No ramo de pequenas companhias, o objetivo é conquistar por volta de 40 a 50 mil clientes até julho de 2002. A fatia, explicou, diz respeito às empresas que estão entre as "middle market" e as tradicionais "varejo pessoa jurídica".Outras empresas no rankingA Petrobrás e o Bradesco ocuparam o segundo e o terceiro lugares no ranking do segundo trimestre. "As empresas vencedoras são bem conceituadas no mercado", afirmou o presidente da Economática, Fernando Exel. Em seguida, ficaram Vale do Rio Doce, Embraer, Tele Sudeste Celular, AmBev, Itaúsa, CRT Celular e Tele Celular Sul.

Agencia Estado,

24 de setembro de 2001 | 12h27

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