Itaú nega negociações com bancos britânicos

Banco afirma que reportagem do Sunday Times sobre interesse no RBS e no Lloyds não procede

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

04 Janeiro 2010 | 07h52

O Itaú Unibanco estaria considerando a compra de uma participação em bancos britânicos que foram salvos em 2008 pelo governo do Reino Unido diante da ameaça de uma quebra, além de aquisições em vários países, incluindo os Estados Unidos. O Royal Bank of Scotland (RBS) e o Lloyds Banking Group, dois dos maiores bancos ingleses, seriam os alvos do Itaú.

 

As informações foram publicadas ontem no jornal inglês Sunday Times, citando o presidente do

conselho consultivo internacional do banco e ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan. “Estamos olhando, é claro que estamos olhando”, teria dito Malan ao jornal. “Mas não estamos com pressa. Achamos que temos tempo.”

 

Segundo o jornal, o banco brasileiro estuda comprar ações desses bancos à medida que forem sendo

vendidas pelo governo britânico, que, a partir de 2010, vai gradualmente se desfazer de sua

participação nas instituições socorridas na crise.

 

Ainda de acordo com o Sunday Times, os planos do Itaú para o mercado britânico seriam “refinados”

durante os próximos meses.

 

Dois elementos ainda pesariam na decisão: as incertezas que permanecem no cenário global e as

eleições presidenciais no Brasil no segundo semestre deste ano.

 

Ontem à noite, o Itaú Unibanco negou as informações do jornal. Segundo a assessoria de imprensa do banco, as notícias que o Itaú Unibanco estaria negociando a compra das instituições britânicas não procedem.

 

Banco barato

 

O presidente executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal, tem repetido que a prioridade agora é

integrar as operações após a fusão, para só então partir para o exterior.

 

“Banco barato, normalmente, é banco ruim. Queremos banco bom. Não vejo a possibilidade de

tomarmos risco para comprar algo incerto. A crise é longa e as oportunidades não vão desaparecer

rapidamente”, disse Setubal, em entrevista no início do ano passado.

 

Segundo o Estado apurou, a possibilidade de compra dos bancos britânicos ainda não foi tratada nas

reuniões de cúpula do Itaú. Mas o fato é que a internacionalização já faz parte dos planos da instituição.

 

Nos últimos meses, seus executivos vêm sondando o mercado na América Latina, com análises de

balanços de bancos e conversas com executivos. O objetivo é comprar um banco na América Latina.

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