Itaú Unibanco anuncia investimento de R$ 10,4 bi em tecnologia até 2015

Dentro do pacote de investimentos está a construção de um novo centro de tecnologia em Mogi Mirim, que vai concentrar as transações bancárias do grupo

Altamiro Silva Júnior e Aline Bronzati, da Agência Estado,

25 de setembro de 2012 | 22h36

O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira um investimento de R$ 10,4 bilhões, até 2015, nas áreas de tecnologia, inovação e atendimento. Dentro deste investimento está um novo data center (centro de dados) em Mogi Mirim (SP), com custo estimado de R$ 2,3 bilhões.

"É um programa grande, macroeconomicamente relevante", disse o presidente executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal. Ele destacou que o investimento em tecnologia vai dar mais eficiência, segurança e agilidade ao banco. De acordo com Setubal, o Itaú vem triplicando os investimentos em tecnologia.

A previsão é que a primeira etapa das obras do novo centro tecnológico fique pronta em 2014. O centro terá capacidade de processar 24 mil transações bancárias por segundo. Hoje, na média, o banco faz cerca de 2 mil transações por segundo, disse Alexandre Barros, vice-presidente de tecnologia do Itaú. O banco prevê uma economia de 40% com energia elétrica com seu novo data center. A unidade terá equipamentos mais modernos, que consomem menos energia.

Na verdade, serão construídos em Mogi Mirim dois data centers - um servirá de reserva e será ativado se houver qualquer problema no outro. Segundo Setubal, o atual data center do banco, que fica em São Paulo, é do início dos anos 80. O novo centro tecnológico, que ficará em uma área equivalente a 120 campos de futebol, também deve durar em torno de 30 anos.

Além do novo centro da dados, o Itaú Unibanco pretende destinar R$ 2,7 bilhões para a renovação da infraestrutura de telecomunicações, R$ 800 milhões para aquisição de softwares e R$ 4,6 bilhões em desenvolvimento de sistemas (que inclui autoatendimento, call center e banco pela internet).

Redecard

O anúncio do investimento bilionário em tecnologia veio apenas um dia depois de o banco ter concluído uma operação de R$ 10,46 bilhões para fechar o capital da empresa de meios de pagamento Redecard. Após a oferta pública para compra das ações, o Itaú passou a deter mais de 90% da empresa.

Segundo Setubal, a Redecard vai continuar existindo como empresa separada do Itaú Unibanco. Mas o banco pretende ter integração maior com a Redecard, para oferecer mais serviços aos clientes da credenciadora, incluindo os bancos que trabalham com a empresa. Os dados contábeis da empresa serão consolidados no balanço do Itaú.

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