Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Itaú Unibanco e Bradesco pioram projeção do PIB do 1º trimestre

As projeções vêm após a queda da produção industrial em março; há temores com relação ao dinamismo da atividade econômica no segundo trimestre

Maria Regina Silva, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2019 | 16h13

Após a queda da produção industrial em março, divulgada nesta sexta-feira, 3, os dois maiores bancos privados do País - Bradesco e Itaú Unibanco - pioraram suas análises em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre. Além disso, há temores com relação ao dinamismo da atividade econômica no segundo trimestre. O PIB do primeiro trimestre será divulgado no dia 30 deste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Itaú Unibanco foi mais assertivo quanto à estimativa para o PIB do primeiro trimestre. A projeção para o período de janeiro a março saiu de baixa de 0,1% para retração de 0,2%. A queda, se confirmada, será a primeira após oito trimestres de crescimento.

O banco observa que o declínio de 1,3% da produção industrial de março na margem veio pior que o esperado (-0,7%), ressaltando que o movimento foi disseminado entre os componentes, sendo que somente nove das 26 atividades econômicas apresentaram alta no mês.

"Os primeiros indicadores coincidentes (confiança da indústria, utilização da capacidade instalada, dados semanais de comércio exterior, entre outros) sinalizam recuo de 0,5% da produção industrial em abril (variação mensal dessazonalizada). Nossa projeção para o PIB do primeiro trimestre aponta para queda de 0,2% na comparação trimestral dessazonalizada", dizem em nota os economistas do Itaú Luka Barbosa e Alexandre Gomes da Cunha.

Conforme o Bradesco, a queda da produção industrial em março, de 1,3% na margem, foi bem superior à esperada. "Com isso, a nossa estimativa de variação do PIB de -0,1% no primeiro trimestre tem um viés baixista", admite em relatório.

De acordo com o Bradesco, a indústria segue com pouco dinamismo, com o nível de produção próximo ao verificado em 2017. "Adicionalmente, os indicadores coincidentes de abril disponíveis até o momento e a moderação do mercado de trabalho indicam que, por ora, a transição do primeiro para o segundo trimestre está ocorrendo em velocidade aquém da esperada."

A queda de 1,3% da produção industrial veio igual o piso das estimativas na pesquisa do Projeções Broadcast, bem como o recuo de 6,10% na comparação com março de 2018.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.