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Itaú Unibanco responderá por 36% do faturamento de cartões

Segundo o diretor de Marketing do Itaú, nova holding será responsável por um em cada três cartões no País

Ana Paula Ribeiro, da Agência Estado,

11 de novembro de 2008 | 12h41

A operação de cartões de crédito do Itaú Unibanco deverá responder por 36% do faturamento de toda a indústria no Brasil. Em número de plásticos, a nova holding será responsável por um em cada três cartões emitidos, segundo informou o diretor de Marketing do Itaú, Fernando Chacon. "Esses dois players estão juntos desde os anos 70, quando foi criada a Credicard, que incluía ainda o Citi", disse o executivo. Além disso, Unibanco e Itaú possuem participações na Redecard.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    Essas participações no mercado não incluem a Hipercard, que pertence ao Unibanco, e nem as operações de private label. O Itaú tem parceria com o Grupo Pão de Açúcar, Lojas Americanas e Lojas Marisa para a emissão desses plásticos.   A união com o Unibanco irá ampliar ainda mais a liderança que o Itaú possui nessa indústria desde 2006, quando foi feita a cisão da operação da Credicard. Neste ano, a empresa possui 22,5% do market share do faturamento e entre 16,5% e 17% do numero de cartões. Chacon afirmou ainda que a instituição é a que tem a maior ativação de cartões, ou seja, utilização do cartão no mês, 74% contra uma média do mercado de 60%.   O executivo espera no próximo mês apresentar como deverá ficar o setor de cartões com a união entre Itaú e Unibanco, mas adiantou que as operações ficarão segregadas até a aprovação dos órgãos reguladores. "As operações continuarão em paralelo com cada um buscando aumentar a sua participação", disse.   Crise   Chacon avaliou que a volatilidade nos mercados financeiros ainda não afetou o consumo por meio dos cartões de crédito. Ele acredita que o consumidor brasileiro está confiante em relação à economia do País e, por isso, aposta em sua capacidade de pagamento futuro. O executivo prevê que essa indústria movimente R$ 223,7 bilhões neste ano, valor 22,1% acima do registrado no ano passado.   De acordo com ele, os emissores de cartões de crédito estão mais seletivos na concessão de novos plásticos. No entanto, uma vez emitido o novo cartão, os bancos têm concedido limites similares ao período pré-crise financeira global. O executivo acrescentou ainda que a base atual de plásticos, superior a 100 milhões, permite o crescimento das vendas por esse meio de pagamento mesmo com uma menor emissão de novas contas.   Os ramos de vestuário, diversos (varejos, telefonia) e alimentação lideram os gastos com cartões, com participações de 20,5%, 16,2% e 15,7%, respectivamente. Chacon não acredita na alteração desse perfil com a desaceleração da economia. De acordo com ele, é esperada a redução no consumo de produtos supérfluos em cada ramo, mas não o suficiente para alterar a participação de cada segmento.   Outro motivo que faz o executivo acreditar na manutenção do uso dos cartões de crédito é a migração dos meios de pagamento, com o menor uso de cheques e dinheiro favorecendo os meios eletrônicos. Além disso, há um maior número de estabelecimentos credenciados, cerca de 1,4 milhão de locais onde os cartões são aceitas contra 300 mil pontos há dez anos.   A Itaucard divulgou nesta terça-feira as projeções para a indústria de cartões de crédito para novembro. A expectativa é que o total de compras feitas com cartões de crédito chegue a R$ 20,3 bilhões no mês, um crescimento de 21,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. O número de plásticos em circulação deverá chegar a 108,9 milhões até dezembro. O parcelado sem juros responde por 51% desse faturamento.   Chacon não acredita que os estabelecimentos deixem de oferecer esse tipo de parcelamento ao consumidor neste final de ano, quando as vendas são maiores. "Pode ser que a partir de janeiro o comerciante tome alguma medida para aumentar o seu capital de giro, mas isso não deve ocorrer agora", afirmou.

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