Itaú vê dificuldade para alcance da meta de superávit

O Departamento Econômico do Itaú Unibanco trabalha com a previsão de que o governo encontrará dificuldade para entregar a meta de superávit fiscal de 1,9%, na proporção do PIB, conforme tem prometido o Ministério da Fazenda.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

22 de maio de 2014 | 15h40

A projeção do banco é a de que o superávit primário este ano atinja apenas 1,3% do PIB. "Essa diferença de 0,6 ponto porcentual entre nossa previsão e a do governo se dá pela decepção que esperamos em relação à arrecadação", disse o economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn.

O economista se vale ainda, para amparar a sua projeção menor que a do governo, da comparação do resultado fiscal no primeiro trimestre do ano passado com o primeiro deste ano. No ano passado, o superávit foi de 2% e neste ano, de 1,7%.

Índice de Difusão de Atividade

O Índice de Difusão de Atividade, calculado pelo Itaú Unibanco, mostra que há uma perda de dinamismo do Produto Interno Bruto (PIB) na passagem do quarto trimestre do ano passado para o primeiro trimestre deste ano, disse há pouco o economista do banco, Caio Megale.

O Índice de Difusão de Atividade do Itaú Unibanco é calculado com base no comportamento de 70 indicadores de atividade. Em março, 47% destes indicadores eram positivos e indicavam evolução da atividade compatível com um PIB perto de zero.

Em abril, apenas 37% dos indicadores apontavam crescimento da atividade. "É um índice preliminar porque nem todos os indicadores (antecedentes e coincidentes) foram divulgados", observou Megale. Nem quer dizer que o PIB do primeiro e do segundo trimestre será negativo, observou o economista.

"Não dá para dizer que o PIB ficará negativo no trimestre com base apenas em um mês. Mas fica claro que ficará mais baixo do que no final do ano passado", disse.

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