Sergio Moraes/Reuters
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Itaúsa não pretende vender no curto prazo participação em sociedade formada com ações da XP

Holding, que ficará com parte dos papéis da corretora, caso o Itaú confirme a saída da XP, afirmou, no entanto, que ativo não é considerado estratégico

Beth Moreira, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2020 | 11h17

A holding Itaúsa informou que, diante das discussões do Itaú para separação de sua participação na XP Inc., não pretende alienar no curto prazo participação relevante na Newco - sociedade que surgiria com a cisão - e atuará alinhada com a XP. "Dentro da estratégia de diversificação do portfólio em companhias do setor não financeiro, a Itaúsa não considera essa participação como estratégica no longo prazo, estando este ativo sujeito às avaliações no âmbito do processo de acompanhamento de seu portfólio", acrescenta.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa explica que caso o Itaú Unibanco decida implementar a cisão em estudo, essa não será concretizada antes de 31 de dezembro de 2020. Sendo assim, a transação não deverá produzir efeitos para a Itaúsa neste exercício social.

Segundo a holding, respeitando-se a atual composição acionária do Itaú Unibanco, a Itaú Unibanco Participações (Iupar) passaria a ser a maior acionista individual da Newco. 

A Iupar, atual controladora do Itaú Unibanco, possui 51,71% das ações ordinárias do banco e tem como acionistas a Itaúsa (com 50% das ações ordinárias da Iupar e 66,53% do capital total) e a Companhia E. Johnston de Participações (com as demais ações ordinárias da Iupar).

Pouco mais de quatro meses após partir para uma briga pública com a XP Investimentos, o Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira, 3, um plano para segregar a maior parte das ações que detém na corretora em uma nova companhia, além da anunciar planos de vender 5% das ações que permaneceriam em suas mãos no mercado financeiro. Segundo fontes de mercado, seria uma estratégia da instituição para, aos poucos, deixar de ser sócia da XP.

O banco deve entregar a maior parte dos papéis - 41%, de um total de 46% - aos seus acionistas. Essas ações irão para uma nova companhia, por enquanto batizada de “Newco”. Essa sociedade teria como único objetivo a alocação das ações que o banco possui na XP. 

"Caso esta operação venha a ocorrer, a Itaúsa passaria a deter, direta e indiretamente, 37,39% do capital total da Newco e o equivalente a 15,35% do capital total da XP", informa.

A operação, se concretizada, faria com que os acionistas do Itaú Unibanco recebessem participação acionária na Newco, cujo único ativo seriam essas ações representativas do capital da XP. A Newco seria uma companhia aberta listada em Bolsa de Valores e signatária do atual acordo de acionistas da XP com Itaú Unibanco.

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