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Iuan pode ter nova onda de alta com combate à inflação

O iuan subiu frente ao dólar nesta terça-feira, após o Banco Popular da China estabelecer seu ponto médio perto de uma máxima recorde, sinalizando que o ímpeto do governo para conter a inflação pode ter gerado uma nova onda de apreciação na moeda.

LU JIANXIN E JASON SUBLER, REUTERS

28 de dezembro de 2010 | 12h48

O iuan está a um triz de atingir o maior nível desde a mudança cambial de julho de 2005, e deve superar esse nível nesta semana, depois de o BC chinês surpreender o mercado ao elevar a taxa básica de juros no Natal. A medida é um sinal da determinação de Pequim para combater a inflação.

Operações a termo com o iuan, principal maneira de os investidores estrangeiros apostarem na moeda chinesa, podem refletir cada vez mais nos próximos dias a apreciação do ano que vem.

"O câmbio deveria ser a última ferramenta para gerenciar a inflação na China. Mas chegou a tal ponto que eu acho que a China não se importará em permitir maior apreciação do iuan para combater a inflação importada", disse Frances Cheung, estrategista do Crédit Agricole CIB em Hong Kong.

Soma-se a isso a visita aos Estados Unidos do presidente chinês, Hu Jintao, em meados de janeiro. A China costuma permitir uma leve valorização do iuan antes de grandes eventos políticos como um gesto de boa vontade aos críticos de sua política cambial, especialmente os políticos norte-americanos.

Uma pesquisa informal com operadores na China na semana passada mostrou que muitos deles preveem que o iuan ganhará cerca de 6 por cento ano que vem, atingindo 6,25 por dólar no fim de 2011, à medida que a taxa de câmbio ganha um papel cada vez maior na luta contra a inflação. Em novembro, os preços ao consumidor chinês tiveram a maior alta em 28 meses.

Os operadores disseram que operações a termo no exterior -- que agora indicam uma apreciação de pouco mais de 2 por cento contra o dólar em 12 meses -- subestimaram em muito o potencial da moeda, deixando aos investidores uma boa oportunidade para vender dólares na parte mais curta da curva até contratos de dois anos.

"O governo parece ter dado um sinal de que usará tanto as taxas de juros quanto a taxa de câmbio para combater a inflação, incluindo a inflação importada", disse o operador sênior de um banco comercial chinês em Shenzhen.

"A alta do iuan ainda será medida, possivelmente ligeiramente mais que 5 por cento em 2011, enquanto a política têm um impacto intermitente."

VARIAÇÕES E PREVISÕES

O iuan spot fechou em 6,6248 por dólar nesta terça-feira, acima do fechamento de 6,6308 na véspera e a apenas 75 pontos-básicos da máxima pós-mudança cambial atingida em 11 de novembro.

Agora, a moeda acumula alta de 3,04 por cento desde que o BC pôs fim ao atrelamento do iuan ao dólar, em meados de junho.

O BC chinês fixou em 6,6252 o ponto-médio do dia, a partir do qual o iuan pode variar 0,5 por cento para mais ou para menos. A taxa é maior que a registrada na segunda-feira, quando o ponto-médio foi de 6,6305, e fica a um triz da máxima recorde de 6,6239 estabelecida em 12 de novembro.

Operadores disseram que o iuan pode não conseguir superar o nível psicológico de 6,60 contra o dólar neste ano, com apenas quatro dias restantes de operações, mas o ganho da moeda pode acelerar em janeiro, antes da cúpula China-EUA em Washington, por volta de 19 de janeiro.

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