Adriano Machado/Reuters
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'Já foi sobretaxado aço e alumínio? Então, não tem o que discutir', diz Bolsonaro sobre Trump

Presidente negou preocupação com o anúncio do norte-americano de aumentar tarifas sobre os produtos do Brasil e da Argentina

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2019 | 11h46

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afastou, nesta terça-feira, 10, preocupações sobre intenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aumentar tarifas sobre aço e alumínio de Brasil e Argentina, como forma de compensar o aumento das cotações do dólar ante as moedas desses países. "Eu te pergunto: já foi sobretaxado aço e alumínio? Então não tem o que discutir", se resumiu a dizer o presidente.

Trump escreveu no Twitter no último dia 2, sobre a intenção de aumentar tarifas sobre aço e alumínio de Brasil e Argentina, como forma de compensar a desvalorização da moeda desses países. A proximidade com Trump é frequentemente apontada pelo governo brasileiro como uma conquista da gestão Bolsonaro.

Bolsonaro já tinha dito que não está decepcionado com Trump, pois o aumento de tarifa sobre aço e alumínio ainda não se concretizou. "Não tem decepção porque não bateu o martelo ainda. Não é porque um amigo meu falou grosso numa situação qualquer que eu já vou dar as costas para ele", disse.   

Bolsonaro negou que o País esteja desvalorizando artificialmente o real. "O mundo está globalizado, a própria briga comercial (entre) Estados Unidos e China influencia o preço do dólar aqui."

"Agora, somos pobres na história. Não sei quantas vezes a economia deles é maior do que a nossa, várias vezes. Nós estamos com bodoque, estilingue, os caras estão com uma 50, tá certo?", declarou Bolsonaro.

O real foi a quarta moeda que mais perdeu valor em relação ao dólar no mês de novembro, segundo levantamento da Austin Rating que compara as variações de 121 moedas no mundo. O real se desvalorizou 5,2% frente ao dólar em novembro, ficando atrás somente do bolívar soberano, da Venezuela (-36,1%), do kwacha, da Zâmbia (-9,3%), e do peso do Chile (-8,1%).

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