Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Assim como o preço dos combustíveis, a inflação dos alimentos é uma preocupação de Bolsonaro Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Bolsonaro diz que terá resposta para produtos da cesta básica 'em breve'

Presidente afirmou ter conversado com os supermercadistas para diminuir a margem de lucro sobre esses itens

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2022 | 13h07

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira, 7, que, "em breve", terá uma resposta para o preço alto dos produtos da cesta básica.

Ele disse ter conversado com os supermercadistas para diminuir a margem de lucro sobre esses itens.

“O setor de supermercado se mostrou receptivo. Acho que teremos resposta brevemente para produtos da cesta básica, diminuindo margem de lucro. Tenho certeza de que eles vão colaborar nesse sentido”, afirmou o presidente em entrevista ao SBT.

“Conversei com lideranças de supermercados e pedi para eles: o óleo de soja está 13 reais o litro. Não tem cabimento isso aí”, acrescentou.

Assim como o preço dos combustíveis, a inflação dos alimentos é uma preocupação da equipe que assessora o presidente na pré-campanha à reeleição.

Não é a primeira vez que Bolsonaro pede a supermercadistas que não subam os preços. Ele já chegou a falar em "patriotismo" em 2020.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Bolsonaro diz que ideia de decreto de calamidade 'não está enterrada'

Medida permitiria ao governo gastar mais do que as regras permitem; ´É um botão que você pode apertar quando bem entender', disse o presidente em entrevista

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2022 | 12h44

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira, 7, que "não está enterrada" a possibilidade de decretar estado de calamidade. "É um botão que você pode apertar quando bem entender", disse em entrevista ao SBT. 

Antes de iniciar o pacote para tentar reduzir o custo dos combustíveis na bomba, houve uma queda de braço entre ministros do governo e aliados do presidente no Congresso para aprovação de um decreto de calamidade com a justificativa de risco de abastecimento do diesel no Brasil. De um lado dessa queda de braço está a equipe econômica, que tem dúvidas sobre as justificativas neste momento, e do outro, os ministros palacianos, entre eles, Ciro Nogueira (Casa Civil) e Fabio Faria (Comunicações).

O decreto de calamidade permitiria ao governo adotar um subsídio aos combustíveis ou mesmo aumentar o valor do Auxílio Brasil, o programa social do governo Bolsonaro que hoje garante um benefício mínimo de R$ 400. Bolsonaro disse na entrevista ao SBT que este valor deve permanecer o mesmo até o fim deste ano e que só será possível mexer no piso no ano que vem, caso seja reeleito.

Ontem, Bolsonaro propôs compensar Estados e municípios para zerar a alíquota do ICMS sobre o diesel e o gás de cozinha até 31 de dezembro deste ano. A proposta inclui também a desoneração dos impostos federais sobre a gasolina e o etanol, que também seriam zerados, e valeria até o fim deste ano.

O presidente disse que o pacote "é uma tremenda de uma proposta" e que a redução dos tributos federais sobre a gasolina pode baixar em R$ 0,79 o preço do litro do combustível. "Vamos acionar todos os meios para que a redução de impostos chegue na bomba", afirmou. / COM BROADCAST 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Bolsonaro diz que, 'pelo que tudo indica', não haverá reajuste para servidores públicos neste ano

Governo preservou emendas parlamentares e fez, na última segunda-feira, 06, um bloqueio efetivo de R$ 7 bilhões das despesas do Orçamento deste ano

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2022 | 12h18

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 7, que "pelo que tudo indica" não haverá reajuste para servidores públicos neste ano.

"Lamento, pelo que tudo indica não será possível dar nenhum reajuste para os servidores no corrente ano. Mas já está na legislação nossa, a LOA, etc., de que para o ano que vem teremos reajustes e reestruturações", declarou Bolsonaro em entrevista exibida pelo SBT.

Sem definição do presidente sobre o reajuste do salário do funcionalismo público, o governo preservou emendas parlamentares e fez ontem um bloqueio efetivo de R$ 7 bilhões das despesas do Orçamento deste ano, menor do que o anunciado no final de maio.

Para diminuir o tamanho do corte faltando poucos meses para as eleições, o governo acabou usando a reserva de R$ 1,7 bilhão que o Orçamento tinha para o reajuste do salário das policias Federal, Rodoviária Federal e agentes penitenciários. Essa verba foi aprovada pelo Congresso na votação da lei orçamentária.

O impasse em torno do reajuste para essas três categorias e um aumento de 5% para todo o funcionalismo, no entanto, continua com várias carreiras do governo federal em greve ou fazendo movimentos de paralisação. / COM BROADCAST

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.