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Janeiro foi um mês ruim para a venda de veículos

As vendas no setor de veículos e motos, partes e peças recuaram 2,9% em janeiro ante dezembro, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a receita nominal caiu 2,1%, no mesmo período.

DANIELA AMORIM, Agencia Estado

23 de março de 2012 | 12h03

"Os números refletem o que a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) já tinha mostrado. Janeiro não foi um bom mês para o setor de veículos", afirmou Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

O setor de combustíveis e lubrificantes também registrou perdas em janeiro, na mesma base de comparação. A queda nas vendas foi de 0,3%, enquanto a receita recuou 1,0%.

"No caso dos combustíveis, é preço mesmo. Quando a gasolina aumenta, mas o etanol está mais barato, o consumidor substituiu um pelo outro. Mas quando o preço do etanol não compensa, como agora, cai o volume de vendas", explicou Pereira.

Na comparação com janeiro de 2011, as vendas de veículos e motos aumentaram 6,9%. Já as vendas de combustíveis permaneceram negativas, em -0,7%.

Varejo no 2º semestre

As medidas para reaquecer a economia brasileira, como o corte na taxa básica de juros, devem beneficiar em breve as vendas nos setores do varejo mais sensíveis ao crédito, como o de veículos e de móveis e eletrodomésticos, segundo Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"A tendência é de alta (nas vendas), porque a média móvel subiu consideravelmente nas vendas em janeiro", afirmou Pereira. O índice de média móvel trimestral das vendas no varejo subiu de 0,63% em dezembro para 1,5% em janeiro. A taxa é um indicador de tendências, porque elimina em parte oscilações bruscas e pontuais.

"É o que o governo vem buscando. Essas curvas tendem a crescer com a retomada do aquecimento da economia no segundo semestre. O governo já fala até em prorrogar a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para eletrodomésticos da linha branca. O governo sabe que para passar por essa crise internacional, ele tem de contar com o mercado interno, por isso vem incentivando", avaliou o gerente do IBGE.

Pereira calcula que a defasagem entre a queda na taxa de juros e o efeito no comércio seja de cinco a seis meses. Segundo ele, o reaquecimento da atividade econômica no segundo semestre deve se refletir mais nas vendas do varejo.

"Na hora que você vai comprar um carro financiado, hoje a taxa está mais baixa do que se você fosse comprar esse carro em janeiro do ano passado", notou.

O pesquisador do IBGE cita as atividades que dependem mais de crédito como as maiores beneficiadas, por exemplo, veículos e bens duráveis. "Mas mesmo os supermercados podem ser beneficiados. Eram um setor mais sensível à renda, mas hoje não posso dizer tanto isso, porque existem várias redes de supermercado que utilizam agora seu próprio cartão de crédito", lembrou.

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