Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Janela para mudança está se fechando

BASTIDORES: João Villaverde

O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2013 | 02h01

Técnicos do governo avaliam que está se fechando a janela para uma eventual mudança nos rumos da política econômica, já que qualquer alteração de rota iniciada nos próximos meses deixaria o País em transição justamente durante as eleições do ano que vem. A presidente Dilma Rousseff, no entanto, não sinalizou ao restante do governo até o momento se deseja modificar o plano de voo da economia. Deixou claro que a equipe está mantida.

As posições do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, são consideradas "intocáveis" no Planalto. Ainda que as manifestações populares tenham tomado tempo da presidente Dilma Rousseff, ela não deixou de conversar com Mantega diariamente.

Juntos, Dilma e Mantega decidiram que a estratégia de "resposta" do governo brasileiro às movimentações do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) seria de calma.

A estratégia em Brasília é clara: o governo continua firme no compromisso de economizar 2,3% do PIB para pagar juros da dívida, a carta branca ao BC está mantida, e os estímulos à economia continuam a todo o vapor.

Nos bastidores, fontes avaliam que, na hipótese de Tombini ou Mantega serem substituídos, ainda assim estariam descartadas mudanças na "nova matriz macroeconômica": juros mais baixos, uma política fiscal que acompanha as necessidades de crescimento e uma taxa de câmbio mais desvalorizada.

Auxiliares presidenciais avaliam, inclusive, que uma mudança na direção do BC poderia ser danosa para a economia neste momento.

"Para ter efeito prático, e não apenas sob a expectativa do mercado, qualquer mudança radical na política econômica teria de ocorrer agora. De outra forma, uma alteração no fim de 2013 só teria efeito pleno depois das eleições", disse uma fonte, que completou: "Mas uma mudança não está nos planos agora".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.