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Japan Airlines planeja cortar 16.500 vagas no prazo de um ano

Os cortes incluem 5.405 funcionários das áreas de transporte, 2.460 comissários de bordo, 2.043 representantes de vendas e 775 pilotos.

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

06 de abril de 2010 | 15h53

A Japan Airlines (JAL) tem planos de reduzir em 16.500 seu quadro de funcionários no decorrer do atual ano fiscal, que começou no dia 1º de abril, antecipando cortes inicialmente previstos para ocorrer no decorrer dos próximos três anos, informa o jornal Nikkei na edição matinal de quinta-feira, 7, já em circulação no Japão.

 

A proposta de reestruturação elaborada pela companhia aérea e pela Enterprise Turnaround Initiative Corp., agência apoiada pelo governo japonês, prevê a redução em um terço da força de trabalho da JAL, atualmente em 50 mil funcionários.

 

A perspectiva de corte de pessoal vem à tona antes do encerramento do prazo, em junho, para que a empresa apresente um novo plano de negócios, no qual avalia-se a necessidade de adequar a folha de pagamento à redução de rotas e à venda de aeronaves antigas.

 

A companhia pretende angariar apoio entre os credores com a elaboração de um plano que vislumbre um rápido retorno ao lucro.

 

Os cortes propostos incluem 5.405 funcionários de área de transporte de carga e de operações periféricas, 2.460 comissários de bordo, 2.043 representantes de vendas e 775 pilotos.

 

Nos aeroportos internacionais de Kansai e do Japão Central o staff da JAL sofrerá redução de 70%, ou 642 funcionários, num reflexo da redução do número de voos. A expectativa é de que os cortes representem uma redução de 81,7 bilhões de ienes (US$ 871,04 milhões) por ano com folha de pagamento.

 

A JAL também está pedindo a 2.700 funcionários que se aposentem de forma voluntária e antecipada. Mais duas convocações de aposentadoria voluntária estão previstas para os próximos meses.

 

Pelo plano de reabilitação da empresa apresentado no pedido de concordata feito em janeiro, a JAL previa a demissão de 15.700 funcionários até o ano fiscal de 2012. Mas as perdas operacionais de até 1 bilhão de ienes (US$ 10,6 milhões) por dia forçaram uma reestruturação mais rápida da companhia. As informações são da Dow Jones. (Ricardo Gozzi)

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