Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Japão anuncia novo plano US$ 255 bi contra crise financeira

Objetivo é minimizar impactos sobre o emprego, incentivar empréstimos e injetar capital no mercado financeiro

Agência internacionais,

12 de dezembro de 2008 | 09h47

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, anunciou nesta sexta-feira, 12, um novo pacote anticrise de US$ 255 bilhões - cerca de 23 trilhões de ienes - para estimular a economia do país. O objetivo é minimizar os impactos sobre o emprego, incentivar os empréstimos e injetar capital no mercado financeiro.  Medidas de apoio para os cidadãos somam 6 trilhões de ienes, enquanto àquelas para sustentar o setor financeiro do país somam 13 trilhões de ienes, disse Aso.     Veja também: Fracassa reunião sobre montadoras nos EUA  General Motors avalia se pedirá concordata  Ex-presidente da Nasdaq é preso por fraude bilionária nos EUA De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    O anúncio segue-se a um pacote anterior de estímulo com valor de 26,9 trilhões de ienes, anunciado por Aso no final de outubro, incluindo 5 trilhões de ienes em gastos com novos investimentos, segundo informações da Dow Jones. Segundo o primeiro-ministro, desde então, a economia piorou além das expectativas". Ele mencionou a queda nos estoques e a valorização do iene, e disse que medidas são necessárias para encorajar o emprego e estabilizar a economia do Japão.   Mais cedo, investidores partiram para a segurança de títulos de governo e do iene, que atingiu o patamar mais alto em 13 anos. A rapidez da variação do dólar em relação ao iene, que levou a moeda norte-americana para abaixo do nível de 90 ienes, aumentou preocupações de que autoridades japoneses atuarão no mercado para estabilizar a moeda. O fracasso de um plano de resgate de 14 bilhões de dólares para as montadoras norte-americanas ameaça agravar a situação da maior economia do mundo.   Investidores fugiram de ações e buscaram os Treasuries do governo norte-americano, levando o rendimento dos títulos de 10 anos para o nível mais baixo em mais de cinco décadas. A caça a barganhas que vinha ajudando a levantar o valor de ações na última semana acabou diante da piora da perspectiva econômica global. Dado o nível de compartilhamento de fornecedores e fabricantes, alguns economistas temem que a falência de uma das montadoras de Detroit poderia levar à queda das outras duas. Isso também poderia acontecer com muitas outras empresas, gerando mais desemprego, colocando mais pressão no sistema bancário e levando a uma piora da recessão nos Estados Unidos.   O colapso do plano trouxe debilidade ao setor de commodities, de cobre a petróleo e borracha, à medida que investidores avaliam o impacto à rede global de fornecimento de autopeças que abastece as chamadas "três grandes" de Detroit - Ford Motor, General Motors e Chrysler . "O que o fracasso desse acordo faz não será somente um recuo na confiança nos Estados Unidos, mas também recuará a confiança em todo o mundo. Haverá maior aversão ao risco", disse Joseph Tan, economista-chefe para Ásia do Credit Suisse em Cingapura.   O índice MSCI das principais ações asiáticas com exceção do Japão recuava 4,52% às 8h20 (horário de Brasília), cortando os ganhos conseguidos durante a semana em cerca de 50%. O índice registra perda de 56% no ano, o maior declínio desde que foi criado em 1988. O índice Nikkei, da bolsa de Tóqui, despencou 5,6, rompendo com quatro dias de ganhos. Ações da Toyota afundaram 10,1% e as da Honda Motor mergulharam 12,5% ante preocupações de falências maciças na economia dos Estados Unidos se uma ou mais montadoras do país quebrarem.   O índice Hang Seng, de Hong Kong, teve desvalorização de 5,5%, puxado por papéis do setor de commodities. Ações da PetroChina, maior produtora de petróleo e gás da China, desabaram 10% com a queda do preço do petróleo. A bolsa de Seul caiu 4,38%, enquanto em Xangai, a desvalorização foi de 3,8%. Em Taiwan, a queda foi de 3,7%, enquanto em Cingapura, houve desvalorização de 3%. A bolsa de Syedney fechou em baixa de 2,43%.   Texto atualizado às 10h21

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.