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Japão corta juro de 0,3% para 0,1%, mas Bolsa de Tóquio cai

Banco japonês anuncia medidas para injetar liquidez nos mercados de capitais para facilitar recursos

HÉLIO BARBOZA, Agencia Estado

19 de dezembro de 2008 | 05h00

O Banco do Japão (BoJ, banco central japonês) reduziu sua taxa básica de juros de 0,3% para 0,1%. A decisão foi aprovada pelo conselho de política monetária do banco por 7 votos a 1 e se segue a cortes de juros efetuados por outros importantes bancos centrais, como os dos EUA e os da zona do euro.  Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira globalDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Mesmo com a medida, a Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 0,9%. Outros mercados asiáticos tiveram reações distintas. A Bolsa de Hong Kong caiu 2,4% mesmo com o anúncio de que a China estaria disposta a ajudar o território contra a crise. China, Coréia do Sul e Austrália fecharam em alta, mas nenhuma subiu mais de 1%.Os principais mercados europeus também abriram em baixa. A Bolsa de Londres perdia 1% na abertura, enquanto o índice DAX, de Frankfurt, recuava 0,8. A Bolsa de Paris abriu em baixa de 1,3%. Mais medidas no JapãoEntre as outras medidas para diminuir a restrição ao financiamento corporativo, o BoJ anunciou que vai elevar o montante mensal de compra direta de bônus do governo, que passará de 1,2 trilhão de ienes para 1,4 trilhão de ienes, e incluirá novas categorias de títulos nas compras diretas, incluindo os bônus de 30 anos, com taxa flutuante e indexados à inflação. Uma nova linha de crédito, que aceitará dívida corporativa como colateral para suas operações de empréstimo, entrará em funcionamento no dia 8 de janeiro. Essa linha havia sido anunciada no última dia 2. O banco também começará, em caráter temporário, a comprar diretamente commercial paper, e investigará "como outros instrumentos de financiamento corporativo poderão ser empregados". Em linha com o corte na "overnight call loan rate", a taxa Lombarda, que é cobrada pelo BoJ em empréstimos emergenciais, foi reduzida em 20 pontos-base, para 0,30%. O juro que o BoJ paga para os bancos deixarem os recursos excedentes na conta de reserva do banco central foi mantida em 0,10%.

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