Japão corta juros e recessão atinge empresas européias

O Japão cortou o juro nesta sexta-feira para um patamar levemente acima de zero e anunciou medidas adicionais para aliviar a crise de crédito que atingiu companhias em todo o mundo e colocou importantes economias em recessão. Como exemplo dos problemas enfrentados por companhias globais, a alemã ThyssenKrupp AG informou que cortará a produção de aço bruto para um nível mínimo a partir de fevereiro se a demanda continuar fraca e adotou jornada de trabalho reduzida para 20 mil funcionários. O grupo suíço ABB, uma das principais empresas de engenharia da Europa, disse que as encomendas diminuíram em outubro e novembro. As montadoras estão entre as mais atingidas pela crise global e a expectativa é de que a Toyota divulgue sua primeira perda anual. O presidente da segunda maior montadora do Japão, a Honda, alertou que o iene forte pode afetar a indústria do país e provocar demissões. TAXA PERTO DE ZERO O Banco do Japão reduziu a taxa básica de 0,30 para 0,10 por cento, após o Federal Reserve reduzir drasticamente o juro norte-americano na terça-feira --num movimento que colocou as fed funds em nível inferior ao juro japonês e contribuiu para o iene ter a maior alta em 13 anos frente ao dólar. O BC do Japão disse que aumentaria a compra de títulos públicos do país e poderia adquirir temporariamente commercial paper. Classificando a turbulência econômica dos últimos meses como "a mais rápida de nossa vida", o presidente do BC japonês, Masaaki Shirakawa, disse a jornalistas que não pode descartar mais cortes de juros. Ele disse que a decisão desta sexta-feira não marca a volta à política de " quantitative easing" --a última opção para qualquer banco central, quando passa a inundar o sistema financeiro com recursos baratos para tentar reanimar os empréstimos.

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