Japão cresce pouco, mas sai da recessão

Ministro diz que economia está a caminho de recuperação, mas analistas destacam fraca retomada dos gastos com consumo

, O Estado de S. Paulo

17 Fevereiro 2015 | 02h03

TÓQUIO - A economia do Japão saiu da recessão no último trimestre de 2014, mas o crescimento ficou mais fraco do que o esperado, com os gastos das famílias e das empresas desapontando, o que ressalta os desafios que o primeiro-ministro Shinzo Abe enfrenta para reverter décadas de estagnação.

A expansão anualizada de 2,2% entre outubro e dezembro ficou abaixo do avanço de 3,7% estimado por analistas em pesquisa da Reuters, sugerindo uma recuperação frágil, protelada pelo efeito do aumento do imposto sobre as vendas.

A leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB), que se traduziu em um crescimento em base trimestral de 0,6%, segue dois trimestres de contração, mostraram os dados do governo divulgados ontem. Na base trimestral, a expectativa era de alta de 0,9%.

O ministro da Economia, Akira Amari, disse, após a divulgação dos números, que a economia estava no caminho de uma recuperação com sinais de que o sentimento do consumidor estava melhorando.

Mas analistas destacaram a fraca retomada dos gastos com consumo e investimentos em capital como sinais preocupantes quanto às perspectivas. "São dados de certa forma frustrantes", disse Takeshi Minami, economista-chefe no Instituto de Pesquisa Norinchukin. "A situação permanece fraca e as companhias estão claramente adiando investimentos."

O consumo privado, que responde por cerca de 60% da economia, subiu 0,3% no quarto trimestre frente ao trimestre anterior, abaixo do acréscimo de 0,7% calculado por analistas. As despesas com investimentos aumentaram apenas 0,1%, dentro do esperado

Indústria. A produção industrial subiu 0,8% em dezembro na comparação com novembro, no dado já revisado. O resultado também ficou abaixo do número preliminar, que apontava alta de 1%.

O governo revelou que os estoques da indústria caíram 0,7% em dezembro na comparação com novembro, ante queda de 0,4% na leitura preliminar. Já os embarques subiram 1%, na mesma comparação, ante aumento de 1,1% na estimativa anterior. / Agências Internacionais

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