Japão e Coréia do Sul apelam à OMC sobre aço

Dois dos maiores fabricantes de aço da Ásia, o Japão e a Coréia do Sul, decidiram questionar na Organização Mundial do Comércio (OMC) as sobretaxas ao aço importado que passam hoje a vigorar nos Estados Unidos. O governo do Japão apresentou oficialmente queixa à OMC em resposta ao plano dos EUA de impor sobretaxas de 8% a 30% à maior parte do aço importado, informou a agência de notícia Kyodo, em Tóquio.Os EUA e o Japão não conseguiram superar suas divergências em negociações bilaterais mantidas em Washington, na noite de ontem. O Japão manifestou dúvidas sobre se supostos danos causados pelas importações de aço às siderúrgicas norte-americanas são graves o suficiente para justificar as medidas de salvaguardas, mas os EUA insistiram que sua ação está de acordo com as normas da OMC.Em Seul, o Ministério do Comércio Exterior também informou que o governo sul-coreano decidiu apelar à OMC para que as tarifas norte-americanas sobre o aço sejam removidas ou reduzidas. A documentação a respeito será entregue ao órgão de solução de controvérsias da OMC e ao governo norte-americano ainda hoje.As tarifas dos EUA vão atingir 14 tipos de aço exportados pelas companhias da Coréia do Sul. Em 2000, o aço sul-coreano representou 7,3% das importações do produto nos EUA. O Japão respondeu por 6,8% e a União Européia, por 20,1%. A Comissão Européia apresentou uma queixa formal à OMC no início deste mês.A OMC pode abrir um comitê de arbitragem para investigar e solucionar a disputa se os países reclamantes e os EUA não conseguirem chegar a um acordo em 60 dias a partir da apresentação da queixa, informou o ministério sul-coreano. As informações são da agência Dow Jones.

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