Japão e França ajudam bancos, FMI prepara socorro

Os governos da França e do Japão ofereceram nesta terça-feira uma ajuda aos bancos de seus países e o Fundo Monetário Internacional (FMI) prepara intervenções em diversos pontos do globo onde foram identificados problemas financeiros. Investidores seguem tentando recuperar a confiança. O FMI disse estar pronto para ajudar o Paquistão --que disse precisar de até 15 bilhões de dólares--, Islândia, Ucrânia e outros países, na tentativa de evitar derretimentos sistêmicos. As ações dos principais bancos franceses subiam fortemente, depois que o governo francês disse que irá emprestar 10,5 bilhões de euros (14,12 bilhões de dólares) para ampliar as reservas de capital das instituições. Na semana passada, Paris reservou 360 bilhões de euros dentro do esforço internacional para ajudar bancos, na pior crise financeira desde a Grande Depressão, quase 80 anos atrás. No Japão, o ministro das Finanças, Kaoru Yosano, afirmou que os grandes bancos japoneses também devem ter autorização para receber injeções de recursos públicos caso necessário, à medida em que o governo considera a possibilidade de restaurar uma lei que permite a recaptalização de bancos. "Quando estamos considerando a necessidade de facilitar o empréstimo para pequenas firmas, não vejo nenhuma razão para discriminar grandes bancos", afirmou Yosano. EMPRÉSTIMO MAIS FÁCIL Governos ao redor do mundo já comprometeram cerca de 3,3 trilhões de dólares para garantir depósitos bancários e empréstimos entre instituições. Em alguns casos, os Estados assumiram participações em bancos com problemas. Esse processo continua em andamento --o Banco da Inglaterra alocou 25,97 bilhões de dólares em um leilão de recursos de um mês nesta terça-feira, enquanto o banco central saudita injetou entre 2 e 3 bilhões de dólares no sistema bancário, a primeira injeção direta de dólares em uma década. No Paquistão, o governo local pretende solicitar um pacote multibilionário em dólares do FMI e de outros organismos para evitar uma crise no balanço de pagamentos. "De imediato, nós não precisamos de mais do que 10 a 15 bilhões de dólares", afirmou Shaukat Tarin, assessor para assuntos econômicos do primeiro-ministro. A Islândia, onde a situação econômica beira a falência, ainda está avaliando se irá tomar dinheiro junto ao FMI, embora o Financial Times tenha informado que o país já teria aceitado receber uma ajuda de 6 bilhões de dólares do Fundo em breve.

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