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Japão eleva chance de intervenção com forte avanço do iene

O Japão alertou o mercado de câmbio nesta quinta-feira sobre a possibilidade de uma intervenção para conter o avanço do iene, após a moeda ter atingido o maior patamar contra o dólar em 13 anos. A alta do iene aumenta a pressão sobre o Banco do Japão para um corte de juro a fim de proteger a economia dependente de exportações, que já está em recessão. Agentes de mercado disseram que as autoridades monetárias ainda estão apenas tentando derrubar o iene neste momento, mas um novo salto da moeda japonesa e qualquer queda subsequente nas ações de Tóquio podem levá-las a agir. O dólar afundou para quase 87 ienes na quarta-feira, monitorando a forte redução de juro pelo Federal Reserve, que levou mais analistas a prever que o Banco do Japão também vai reduzir o patamar básico de juro na sexta-feira. "Nós conduzimos uma intervenção monetária no passado e vamos tomar medidas apropriadas, que incluem essa (opção)", afirmou o porta-voz do governo japonês, Takeo Kawamura, em entrevista à imprensa. "Enquanto a taxa de juro dos Estados Unidos se aproxima de zero, o enfraquecimento do dólar está continuando e somente o dólar está enfraquecendo... Nós devemos observar atentamente essa situação, dado seu impacto na economia real", acrescentou Kawamura. Tóquio ficou fora dos mercados desde a onda de venda da moeda japonesa, totalizando 35 trilhões de ienes (398,9 bilhões de dólares), em 2003 e no primeiro trimestre de 2004, quando o governo promoveu uma campanha para prevenir que uma rápida valorização da moeda de arruinasse a recuperação da frágil economia. Naoyuki Shinohara, encarregado de câmbio no Ministério das Finanças, também demonstrou uma linha um pouco mais severa que o habitual nesta quinta-feira, dizendo a repórteres que o ministério vai tomar medidas apropriadas, conforme necessita o mercado de câmbio. A linha padrão do ministério tem sido de observar atentamente o mercado de moedas. "O tom está ficando mais forte e a chance de uma intervenção pode aumentar se o dólar cair acentuadamente abaixo de 87 ienes", disse Masafumi Yamamoto, diretor de estratégia de câmbio estrangeiro no Japão para o Royal Bank of Scotland. O iene já subiu mais de 20 por cento contra o dólar neste ano, devido ao aumento da aversão a risco entre os investidores, que têm desmontado posições de carry trade --por meio das quais eles emprestam moedas de baixa variação, como a japonesa, para investir em ativos estrangeiros de rendimento maior--, em meio a um aprofundamento da desaceleração norte-americana e à crise de crédito global. O dólar foi negociado por volta de 88 ienes na quinta-feira, seguindo o menor patamar em 13 anos, de 87,13 ienes, atingido na quarta-feira. O corte dramático de juro pelo Fed aumentou a pressão sobre o relutante Banco do Japão em seguir essa tendência em sua reunião de política monetária, de dois dias de duração, que acaba na sexta-feira. A taxa de juro norte-americana está agora abaixo da japonesa pela primeira vez desde fevereiro de 1993. Dois terços dos economistas esperam que o Banco do Japão corte a taxa para 0,1 por cento, frente a atual política de meta de 0,3 por cento, mostrou uma pesquisa da Reuters, apesar das autoridades do banco central terem se mostrado cautelosas em relação ao corte da já reduzida taxa de juro japonesa.

TETSUSHI KAJIMOTO, REUTERS

18 de dezembro de 2008 | 09h09

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