Japão estuda nova abertura da economia ao setor privado

O Conselho para Reformas Regulatórias do Japão submeteu um relatório ao primeiro-ministro Junichiro Koizumi conclamando o governo a abrir 64 setores da economia, controlados pelo Estado, a empresas privadas para melhorar a eficiência, informou o jornal Ni hon Keizai Shimbun, citando fontes governamentais, na edição matinal de quarta-feira. O documento, elaborado durante painel pela comissão, também recomenda que o governo crie distritos especiais nos quais empresas seriam beneficiadas por extensivas medidas de isenção.O conselho deve finalizar as propostas até dezembro. O relatório propõe um plano de desregulamentação de cinco pontos, que estimulam a criação de novos negócios, a dinamização de setores hoje dominados pelos serviços públicos, o desenvolvimento de infra-estrutura exigida por empresas e indivíduos, o estabelecimento de normas para avaliar as condições dos setores abertos ao capital privado, e a criação de distritos onde uma grande parte da atividade empresarial seja desregulamentada. O presidente da Orix Corp., grande empresa de leasing e também presidente do conselho governamental, Yoshihiko Miyauchi, disse que "nós propusemos formas para estimular a economia através da desregulamentação (mais do que adotar medidas fiscais)". O relatório propõe que se reconsidere a atual divisão entre os trabalhadores do setor privado e do público, e que se avalie a participação da iniciativa privada nos 64 setores, que incluem o sistema de arrecadação de impostos, operações de presídios, arrecadação e distribuição de recursos de pensão e serviços de alimentação em escolas públicas. O governo deve criar uma força-tarefa na sexta-feira para esboçar a legislação específica e submetê-la à Dieta (parlamento japonês) no final do ano.

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