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Japão intervém para conter alta do iene antes de G20

O Japão vendeu ienes pela segunda vez em menos de três meses nesta segunda-feira, depois que a moeda bateu outro recorde de alta contra o dólar. A intervenção serve para conter a especulação que, segundo as autoridades, prejudica a terceira maior economia do mundo.

TETSUSHI KAJIMOTO E ANTONI SLODKOWSKI, REUTERS

31 de outubro de 2011 | 07h56

O dólar chegou a subir mais de 4 por cento, rumando para a maior valorização diária em três anos. O ministro das Finanças japonês, Jun Azumi, disse que Tóquio continuará intervindo até que esteja satisfeito com os resultados.

Porém, alguns temem que o impacto da intervenção seja temporário. Atuações anteriores, desde setembro de 2010, mostraram-se ineficazes para impedir a alta do iene.

A intervenção aconteceu após vários alertas das autoridades e dias antes da cúpula de líderes do G20, em Cannes, França.

A cúpula irá se concentrar nos esforços da Europa para resolver a crise de dívida soberana e evitar uma repetição da crise financeira de 2008.

Mas Tóquio busca ganhar a compreensão do G20 e convencê-lo de que o iene forte é desafio grande demais para a economia do país. O Japão luta com uma crise nuclear, um esforço de reconstrução de 250 bilhões de dólares após o terremoto de março e uma dívida pública crescente.

O Japão também diz que os investidores compram o iene como investimento seguro em meio à crise do euro e ao crescimento eocnômico vacilante dos Estados Unidos, argumentando que tal demanda não tem nada a ver com a saúde da economia japonesa.

"Nós começamos uma intervenção cambial nesta manhã para tomar todas as medidas contra oscilações especulativas e desordenadas e para impedir que os riscos à economia japonesa se materializem", disse o primeiro-ministro Yoshihiko Noda ao Parlamento.

A intervenção aconteceu depois que o dólar bateu a mínima recorde de 75,31 ienes, e levou a maior moeda de reserva mundial para cima de 79 ienes.

(Reportagem adicional de Kaori Kaneko, Hideyuki Sano e Chang-Ran Kim em Tóquio; Masayuki Kitano em Cingapura)

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