Japão pede a UE que faça esforços mais convincentes

O ministro das Finanças do Japão, Jun Azumi, exortou nesta terça-feira a Europa para que faça mais esforços a fim de convencer os mercados de sua resolução para superar a crise de dívida da região e expressou cautela sobre qualquer potencial contribuição do Japão no que se refere a financiar o Fundo Monetário Internacional (FMI).

TETSUSHI KAJIMOTO, REUTERS

13 de dezembro de 2011 | 14h32

Azumi disse que o Japão cooperaria da forma que puder, mas apenas após a Europa apresentar um plano completo e os recursos necessários para construir um "muro de proteção" e evitar contágio da crise de dívida.

Os Estados Unidos têm tido cautela em oferecer mais recursos ao FMI com o objetivo de ajudar a Europa, e o Canadá vem mostrando interesse em contribuir com um resgate da zona do euro por meio do fundo.

"Posso entender a postura dos Estados Unidos e do Canadá", afirmou Azumi a jornalistas.

"Sem os países europeus mostrarem exatamente quanto seria necessário para resolver a crise, não seremos capazes de darmos o próximo passo envolvendo o FMI", acrescentou. "A UE (União Europeia) precisa fazer mais esforços para convencer os mercados."

Azumi falou dias após 26 membros da UE -todos, com exceção da Grã-Bretanha- alcançarem um acordo histórico para esboçar um novo tratado em prol de uma integral fiscal mais profunda como parte dos esforços para resolver a crise de dívida que tem sacudido a Europa há dois anos.

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