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Japão promete intervir de novo no câmbio se necessário

O ministro de Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, prometeu intervir no mercado de câmbio externo novamente se isso for necessário para enfraquecer o iene, sinalizando a determinação do governo de defender a economia nacional, bastante dependente das exportações. "Como temos dito, nossa posição básica é de que vamos tomar medidas decisivas, incluindo intervenção, se necessário, e eu gostaria de manter essa posição", afirmou Noda, após uma reunião de gabinete.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

17 de setembro de 2010 | 09h43

A declaração sugere que, embora ainda valorize a cooperação internacional e vá continuar tentando obter apoio dos Estados Unidos e da União Europeia para a sua campanha contra a valorização do iene, o governo japonês vai intervir no mercado se o iene subir fortemente. Ontem, Jean-Claude Juncker, presidente do grupo de ministros de Finanças da zona do euro, o Eurogroup afirmou que os membros da zona do euro "não gostam de intervenção unilateral".

Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, por sua vez, falou pouco sobre a atitude japonesa, o que leva alguns observadores a acreditar que os EUA farão vista grossa à ação. Noda afirmou que, "em um momento em que a economia do país está na mira de uma situação grave com contínua deflação, não seria favorável se o iene se fortalecer mais e se essa tendência de alta se prolongar". "Eu acredito que é importante nós explicarmos nossa situação para a comunidade internacional", disse o ministro.

O Japão agiu unilateralmente na quarta-feira por meio da venda de cerca de 2 trilhões de ienes, na primeira intervenção no câmbio em mais de seis anos. O secretário-chefe do gabinete, Yoshito Sengoku, sugeriu recentemente que a meta da intervenção é manter o dólar acima de 82 ienes. No entanto, Noda negou essa informação, dizendo que "não há uma linha particular de defesa". As informações são da Dow Jones.

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