Japão sugere intervenção para conter estrago de iene forte

O ministro das Finanças do Japão levantou a perspectiva de uma intervenção no câmbio pela primeira vez nesta terça-feira, em uma tentativa de limitar o estrago causado por uma alta do iene resultante de seus comentários anteriores a favor de uma moeda forte.

LEIKA KIHARA E STANLEY WHITE, REUTERS

29 de setembro de 2009 | 09h11

O iene atingiu pico em oito meses a 88,22 ienes por dólar na segunda-feira, após Hirohisa Fujii, que ocupa o cargo há duas semanas, dizer querer evitar uma intervenção e que o iene forte pode ajudar a demanda doméstica.

Desde então, a moeda moveu-se para cerca de 90 ienes, com Fujii voltando atrás.

Fujii reiterou nesta terça-feira que a competição global para desvalorizar moedas é errada, mas que isso não significa que Tóquio deixará movimentos excessivos do iene ocorrerem.

"Se ele se mover de forma irregular, há a possibilidade de que tomemos a ação que for necessária para o bem do nosso país", disse ele em uma entrevista coletiva após uma reunião de gabinete.

Ele disse que essa mensagem tem sido consistente e que os mercados o interpretaram mal.

"Eu nunca disse uma palavra sobre deixar um iene forte. Eu estou dizendo que é errado, como mostra a história, que os países adotem continuamente medidas visando baixar o valor de suas moedas."

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