Japão tenta ampliar crédito, Coréia enfrenta problemas

O Banco do Japão estendeu nesta quinta-feira algumas medidas que tem por objetivo aliviar as empresas que sofreram com a crise de crédito, enquanto a Coréia do Sul insistiu que seus bancos podem enfrentar seus endividamentos externos, à medida em que o país busca saídas para a mais profunda desaceleração em décadas. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentou na véspera sua mais recente medida para tentar tirar o país da recessão ao anunciar 275 bilhões de dólares para ajudar o setor imobiliário. O Federal Reserve estima que a economia dos EUA irá encolher entre 0,5 por cento e 1,3 por cento em 2009, enquanto dados japoneses divulgados no início da semana mostraram que a segunda maior economia do mundo teve a pior contração trimestral desde a crise do petróleo na década de 1970. "Todo mundo está gradualmente compreendendo o quão sério é a situação econômica nos dois países", afirmou Fujio Ando, diretor-administrativo sênior da Chibagin Asset Management, em Tóquio. Com as nações ricas do mundo em uma profunda e sincronizada recessão, economias emergentes com a China, o motor do crescimento mundial nos últimos anos, também estão sofrendo desacelerações acentuadas. Mas uma autoridade do banco central chinês disse que cortar a taxa de juro ainda mais seria arriscado e poderia não ajudar a economia. Na Coréia do Sul, autoridades tentaram reduzir os temores sobre o peso das dívidas externas nos bancos do país, a mais recente preocupação a agitar os mercados emergentes depois que os bancos da zona do euro foram afetados por preocupações sobre suas exposições às economias do Leste europeu. O banco central do Japão manteve sua taxa básica de juro inalterada em 0,1 por cento nesta quinta-feira, mas ampliou o esquema para compra de commercial papers para tentar melhorar as condições de financiamento das empresas. O BC japonês disse que irá comprar 1 trilhão de ienes (10,6 bilhões de dólares) em bônus corporativos e tomará algumas medidas para prover financiamentos de três meses com taxa de juro baixa.

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