Japão vê risco de impacto do recall da Toyota sobre exportação

Governo diz não acreditar que problema afete economia, mas não descarta medidas de estímulo adicionais

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2010 | 11h53

O governo do Japão rebaixou sua avaliação para as exportações do país em seu relatório de fevereiro sobre as condições econômicas, em parte, em consequência do recall de milhões de veículos feitos pela Toyota Motor. O governo manteve inalterada sua avaliação sobre as perspectivas econômicas de modo geral pelo sétimo mês seguido, dizendo que a economia tem dado sinais de recuperação, mas que permanece em uma "situação difícil" e que não há muitos fatores domésticos positivos sustentando a demanda.

 

O relatório não mencionou o nome da Toyota, citando questões de recall de "automóveis japoneses". O secretário de gabinete do governo, Keisuke Tsumura, disse que o governo não acredita que o problema do recall irá atingir diretamente o desempenho da economia de modo geral, tampouco provocará queda das exportações. Mas a possibilidade de o recall oferecer riscos ao setor exportador não foi descartado e o governo está atento para a necessidade de medidas de estímulo adicionais.

 

"É muito desapontador. As vendas de automóveis japoneses já estão caindo nos Estados Unidos. Concluímos que os desdobramentos devem ser acompanhados com cuidado", observou Tsumura. Ele citou pesquisas feitas por instituições privadas mostrando queda de 4,3% nas vendas de automóveis japoneses em janeiro nos Estados Unidos em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo ele, contatos recentes com as concessionárias de automóveis japoneses nos EUA indicam que as vendas não estão bem em fevereiro.

 

O governo japonês está também atento ao impacto do recall da Toyota sobre os gastos do setor privado domesticamente, embora, por enquanto, ainda seja reduzido. O governo não alterou sua avaliação sobre as perspectivas para os gastos do setor privado doméstico no relatório de fevereiro, considerando que o segmento está melhorando. As informações são da Dow Jones.

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