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JBS deve anunciar plano de captação privada em 30 dias

O grupo JBS, maior processador mundial de carne bovina, deverá divulgar em 30 dias os termos de uma captação privada de até 2,5 bilhões de dólares, informou o presidente da companhia, Joesley Batista, nesta segunda-feira.

REUTERS

16 de novembro de 2009 | 15h48

"Os 2,5 bilhões de dólares da captalização privada devem sair até o fim do ano... e com o IPO (captação pública) do JBS USA (de 2 bilhões de dólares), serão 4,5 bilhões de dólares, se o IPO funcionar", afirmou ele, durante conferência com investidores e analistas, comentando que os recursos seriam suficientes para reduzir o endividamento da empresa, mesmo considerando as dívidas de Bertin e Pilgrim's Pride, adquiridas em setembro.

Já o IPO está previsto para acontecer em janeiro, quando também será feito um "road show" para apresentar o plano aos investidores, que visa especialmente levantar recursos para melhorar a distribuição direta dos produtos da companhia.

"Fazendo as contas, após (a compra) Pilgrim's e Bertin, a alavancagem vai diminuir", disse Batista, considerando o dinheiro das captações e a melhora do mercado.

O presidente do JBS afirmou ainda que os negócios de carne bovina de Brasil, Estados Unidos e Austrália estão melhorando, o que deve ter um impacto positivo nos resultados da empresa já no quatro trimestre.

"Vamos assistir a um quarto trimestre acima da sazonalidade histórica. O quarto trimestre vai ser bastante melhor do que no ano anterior", disse ele, lembrando que o último período de 2008 foi afetado fortemente pela crise financeira global.

Ele ressaltou, entretanto, que vê uma "demora" na recuperação econômica da Europa.

Com relação à Rússia, um dos principais mercado para o JBS, o presidente do grupo disse que os preços da carne bovina estão em torno de 3,3 mil dólares por tonelada, ainda abaixo dos mais de 4 mil dólares anteriores à crise, mas bem acima dos 2 mil dólares logo após o surgimento dos problemas financeiros mundiais.

"Hoje vendemos carne para a Rússia a 3,3 mil dólares com perspectivas de subir. À medida que vai depreciando o dólar globalmente, o preço tem que subir", acrescentou.

FRANGOS NO BRASIL

Batista indicou que dificilmente a empresa deverá entrar no mercado de frangos do Brasil, fortemente dominado pela Brasil Foods, empresa que surgiu depois da aquisição da Sadia pela Perdigão.

"A Sadia e Pergidão aqui toma um tamanho grande, que para uma empresa como nós também grande, competir, começar lá pequenininho, é um negócio árduo, o Marfrig está tentando fazer isso, acho um negócio muito duro", afirmou.

Ele desconversou ao ser questionado sobre a possibilidade de comprar o Independência, do ramo de bovinos, cujo processo de recuperação judicial foi recentemente aprovado.

Batista considerou que a empresa ainda tem um endividamento relativamente elevado para ser adquirida pelo JBS.

(Edição de Marcelo Teixeira)

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