Jeff Kowalsky/ AFP
Jeff Kowalsky/ AFP

JBS retomou produção antes do esperado após ataque cibernético, diz governo australiano

Expectativa é de que a produção retorne à capacidade máxima no início da próxima semana, afirma o ministro da Agricultura australiano

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2021 | 10h00

A JBS retomou a produção nas suas plantas de processamento de carne na Austrália mais rapidamente do que o esperado por autoridades do país, após a empresa ter sido alvo de um ataque cibernético, disse o ministério de Agricultura do país nesta quinta-feira, 3. Na quarta, a companhia divulgou um comunicado no qual afirma que a maior parte das unidades de carne bovina nos Estados Unidos e na Austrália já está novamente operação.

A expectativa é de que a produção retorne à capacidade máxima no início da próxima semana, afirma o ministro da Agricultura australiano, David Littleproud, ressaltando, porém, que as indústrias localizadas ao norte do país podem ser mais lentas.

Segundo ele, a velocidade na retomada das operações amenizou as preocupações de que o mercado australiano pudesse ver uma escassez do produto. O país exporta mais de dois terços de sua carne bovina para mercados como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul.

Ainda assim, autoridades querem que a JBS demonstre que seus sistemas estão funcionando adequadamente para assegurar a qualidade dos produtos, disse Littleproud.

Ataque ransomware

A Casa Branca confirmou na terça que a gigante brasileira JBS havia comunicado ao governo dos Estados Unidos a possibilidade de ter sofrido um ataque cibernético no último domingo de maio. Em conversa com repórteres, Karine Jean-Pierre, vice-secretária de imprensa, disse que a JBS foi alvo de um ataque ransomware, em que os criminosos bloqueiam acesso ao sistema infectado e cobram uma espécie de resgate para a liberação. O ataque pode ter partido de uma organização baseada na Rússia.

De acordo com a reportagem do The New York Times, a JBS disse apenas que foi alvo de um “ataque organizado à segurança cibernética”, o qual afetou sistemas na nos EUA, Canadá e também na Austrália, mas que não havia indícios de que dados de clientes, fornecedores ou funcionários foram afetados. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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