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J&F negocia comprar fatia de fundos na Eldorado

Funcef e Petros detêm, juntas, pouco mais de 17% da companhia,por meio da participação no fundo FIP Florestal

O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2016 | 08h42

A Eldorado, uma das maiores produtoras brasileiras de celulose, informou ontem que sua controladora, a J&F Investimentos, iniciou negociação com a Petros (caixa dos funcionários da Petrobrás) e Funcef (da Caixa) para adquirir participação de 17,06% das fundações na companhia. A J&F, além da Eldorado, controla a empresa de alimentos JBS.

O investimento dos dois fundos na Eldorado está na mira da Operação Greenfield, que investiga influência política nas decisões das maiores caixas de pensão no País. Em conjunto, Funcef e Petros investiram R$ 550 milhões na Eldorado.

A fatia de 17,06% é representada pela participação de 49,5% das duas fundações no Florestal Fundo de Investimentos em Participações (FIP Florestal), dono de 34,45% das ações da Eldorado.

Conforme antecipado pelo Estado, o fato relevante da fabricante de celulose diz que foi homologado na sexta-feira, na Justiça Federal do Distrito Federal, aditivo a termo de compromisso celebrado em setembro pela empresa com o Ministério Público Federal (MPF).

Pelo novo acordo, em vez de fazer um depósito em garantia de R$ 1,5 bilhão, a J&F dará como “caução” uma participação de 30% na Eldorado Celulose. Essas ações valeriam hoje R$ 2,5 bilhões, segundo a empresa.

A garantia valerá até 31 de março de 2017. Caso a empresa chegue a um acordo para comprar as participações da Funcef e da Petros na Eldorado antes deste prazo, a garantia será extinta.

Durante as investigações, os irmãos Wesley e Joesley Batista chegaram a ser afastados do comando de empresas do grupo J&F em setembro. Foi o acordo com o MPF que garantiu que eles retornassem aos cargos.

Balanço. Após período de euforia em 2015, por causa do dólar alto e dos bons preços internacionais, o setor de celulose vive outro momento. Na semana passada, a Eldorado reportou forte queda no lucro do terceiro trimestre, para R$ 11 milhões, pressionada pelo real forte e queda na cotação da commodity. / MARCELLE GUTIERREZ e REUTERS

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