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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Jereissati brigou com a estatal há dois anos

Não é a primeira vez que o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) volta suas baterias contra a Petrobrás: o primeiro embate aconteceu em 2006, quando a empresa decidiu rever o preço do gás que seria fornecido ao projeto da Usina Siderúrgica do Ceará. A decisão da estatal levou os sócios da usina, a italiana Danieli e a coreana Donkuk, a adiar o investimento, de US$ 800 milhões. Em discurso no plenário no dia 27 de novembro de 2006, Jereissati chamou o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, de tirano e arbitrário, acusando o executivo de "tomar decisões pessoais sem nenhum critério técnico". Os empreendedores pediam à estatal a manutenção de um acordo de venda de gás assinado em 2000, com preços abaixo dos vigentes em 2006. A recusa, para Jereissati, representava quebra de contrato.Agora, analistas especializados no setor de petróleo vêem novo recrudescimento nas relações entre a Petrobrás e o senador, uma vez que se espera que a empresa adie o projeto de construção de uma refinaria no Ceará. Orçada em US$ 9 bilhões, a unidade faz parte de um plano de expansão da capacidade nacional de refino, lançado no início do ano, que deve sofrer cortes por conta da crise financeira, que tem impactos negativos no preço do petróleo e nas projeções de crescimento do consumo mundial.

Nicola Pamplona, O Estadao de S.Paulo

28 de novembro de 2008 | 00h00

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