Jerome Kerviel, 31 anos, é o fraudador francês bilionário

Ele entrou no banco em 2000 e trabalhava na mesa de contratos futuros, na central do banco em Paris

Agências internacionais,

24 de janeiro de 2008 | 12h58

O banco francês Société Generale (SocGen) identificou como Jerome Kerviel o operador que fraudou o banco em 4,9 bilhões de euros, de acordo com o "Wall Street Journal". Kerviel, 31 anos, entrou na instituição em 2000 e trabalhava na mesa de operações de mercados futuros, na central do banco em Paris. Segundo informações do Financial Times, o salário do operador era de 100 mil euros, incluindo bônus.   Veja também: Jerome Kerviel, 31 anos, é o fraudador francês bilionário   Pela manhã, a instituição informou sobre a fraude e anunciou uma baixa contábil adicional de 2,05 bilhões de euros de ativos ligados ao subprime (mercado imobiliário de risco). O banco afirmou que planeja levantar 5,5 bilhões de euros em capital "nas próximas semanas", para cobrir parte das perdas.   O conselho de administração do banco rejeitou o pedido de demissão do presidente, Daniel Bouton. A imprensa francesa está afirmando, no entanto, que dificilmente uma fraude desse porte poderia ter sido cometida por apenas um indivíduo e que o funcionário em questão deve ter agido com a colaboração de outras pessoas.   Funcionário do banco informaram que o operador não se beneficiou diretamente da fraude. Bouton disse que as ações de Kerviel foram "inexplicáveis" e disse que o banco está confiante de que não serão descobertas novas operações fraudulentas.   O banco disse também que decidiu desmontar as posições o mais rápido o possível, antes de informar os investidores, porque outros bancos poderiam ter tomado posições, as quais poderiam piorar as perdas do Société Générale.   Autoridade   Depois das revelações, as negociações com as ações do banco, o terceiro maior da França, foram suspensas na Bolsa de Paris. Além disso, o presidente do Banco Central da França, Christian Noyer, disse que o Société Generale é uma "instituição financeira sólida", apesar da fraude. Ele declarou que o tamanho da perda do segundo maior banco francês foi exacerbado pelas más condições dos mercados financeiros.   De acordo com o presidente do BC francês, o Société Generale cumpre todos os padrões de liquidez, solvência e lucratividade. Ele disse ainda que os correntistas franceses não têm motivos para ter medo, uma vez que os problemas do SocGen foram rapidamente tratados e que os bancos franceses continuam sólidos.   Para Noyer o Société Generale sairá bem do incidente financeiro. Ele informou que a comissão bancária do país investigará o caso e que no processo serão observados os padrões de todos os bancos franceses. Noyer também disse que o Banco a França foi informado do problema tão logo o caso foi descoberto e que monitorou a situação desde o final de semana.   Presença no Brasil   A Société Générale está presente no Brasil com o banco de investimentos e financiamentos Société Générale Brasil e a corretora Fimat. Em dezembro passado, o grupo francês concluiu a aquisição do Banco Cacique, com sede em São Paulo, especializado em créditos para o consumo.

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