Graeme Jennings/Reuters - 11/1/2022
Graeme Jennings/Reuters - 11/1/2022

Jerome Powell é aprovado para segundo mandato no Federal Reserve

Senado dos EUA confirmou a nomeação do presidente do banco central americano para mais um mandato à frente da autoridade monetária

André Marinho, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2022 | 18h08

O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta quinta-feira, 12, a nomeação do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, a um segundo mandato de quatro anos à frente da autoridade monetária. A indicação recebeu 80 votos a favor e 19 contra.

No cargo desde 2018, o ex-banqueiro de 69 anos seguirá na função até 2026. Powell assumiu a posição depois de ter sido nomeado pelo então presidente Donald Trump, de quem seria alvo de críticas. No ano passado, o presidente Joe Biden anunciou que pretendia manter o dirigente no comando do Fed. 

Powell chegou ao Federal Reserve em 2012, quando ingressou no conselho da instituição. Antes, ele já havia atuado como secretário adjunto do Departamento do Tesouro no governo de George W. Bush. Também foi professor visitante no Bipartisan Policy Center, com foco em questões fiscais.

Inflação em alta

O chefe do BC americano enfrentará o desafio de combater a inflação mais alta em quatro décadas nos EUA. Na semana passada, o Fed aumentou a taxa básica de juros em 0,5 ponto porcentual, para a faixa entre 0,75% e 1%, e indicou que novas elevações devem ser necessárias. A entidade também revelou o plano de reduzir o balanço de ativos de US$ 9 trilhões, a partir de junho. O objetivo é remover as medidas de estímulo monetário adotadas para mitigar os efeitos econômicos da pandemia.

Além de Powell, Biden também nomeou Phillip Jefferson e Lisa Cook ao conselho do Fed, além de Lael Brainard à vice-presidência. Os três já foram confirmados pelo Legislativo americano. 

A indicação de Michael Barr como vice-presidente de supervisão ainda precisa ser submetida à votação. Barr foi apontado para substituir a candidatura de Sarah Bloom Raskin, que enfrentou resistência por ter opiniões contrárias a setores intensivos em emissão de carbono.

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