Jirau espera agora pelo dinheiro do BNDES

Concessionária responsável pelo projeto deve receber R$ 7,2 bilhões

Leonardo Goy, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

05 de junho de 2009 | 00h00

A concessionária Energia Sustentável do Brasil, responsável pela construção da Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), espera assinar, em duas semanas, o contrato com o BNDES para o financiamento de R$ 7,2 bilhões da obra. Em entrevista à Agência Estado, o presidente da empresa, Victor Paranhos, disse que a licença de instalação, liberada na quarta-feira à noite pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), era a principal condicionante para que o BNDES assinasse o contrato do empréstimo, que já havia sido aprovado em fevereiro."Com a licença de instalação na mão, deveremos assinar o contrato com o BNDES na semana do dia 16", disse Paranhos. O presidente da concessionária afirmou que espera a liberação da primeira parte do empréstimo na primeira semana de julho. Segundo ele, para que o BNDES efetivamente desembolse o dinheiro, ainda há uma condição, que é a regulamentação, pelo governo, do Fundo Garantidor da participação de estatais em empreendimentos de energia elétrica.A criação do fundo foi sancionada na semana passada pelo presidente Lula, mas depende de regulamentação. O fundo serve como lastro para a participação das estatais em empreendimentos de energia no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O consórcio que vai construir a Hidrelétrica de Jirau conta com a participação das estatais Eletrosul e Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), cada uma com 20% de participação.Segundo Paranhos, metade do financiamento do BNDES será liberada diretamente pelo banco estatal e outra metade, por meio de bancos repassadores: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú-Unibanco e BNB.Ao comentar a emissão da licença ambiental pelo Ibama, Paranhos disse que, assim que o documento foi emitido, os operários voltaram ao trabalho na usina. A obra estava paralisada desde o dia 19 de maio, quando venceu a licença provisória emitida no fim do ano passado, que autorizava a execução dos trabalhos iniciais. Segundo Paranhos, todas as 54 exigências ambientais listadas pelo Ibama na licença são "factíveis de serem realizadas".BELO MONTEO ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ontem ter a expectativa de que a liminar que paralisou o processo de licenciamento da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Estado do Pará, caia em dois ou três dias. A liminar foi concedida na quarta-feira pela Justiça Federal de Altamira (PA), a pedido do Ministério Publico Federal.

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